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Correio Braziliense

Brasilienses enfrentam o sol forte para se despedir de Roriz

Admiradores começaram a se concentrar no início da tarde desta quinta-feira em frente ao Memorial JK, onde o corpo do ex-governador é velado


postado em 27/09/2018 16:12 / atualizado em 27/09/2018 16:22

O sol forte não afastou os admiradores que querem prestar a última homenagem ao ex-governador(foto: Minervino Júnior/CB/D.A Press)
O sol forte não afastou os admiradores que querem prestar a última homenagem ao ex-governador (foto: Minervino Júnior/CB/D.A Press)
 
Mesmo sob o sol forte da tarde brasiliense, a população faz fila em frente ao Memorial JK para prestar as últimas homenagens ao ex-governador Joaquim Roriz. Por volta das 15h30, o acesso começou a ser liberado e às 16h havia cerca de 250 pessoas na fila, segundo estimativa da Polícia Militar.
 
 
Antes da entrada, uma senhora passou mal e precisou ser atendida pelo Corpo de Bombeiros. De acordo com a corporação, ela teve apenas uma queda de pressão por causa da alta temperatura e passa bem. Ela voltou para a fila e, apesar de pedir para não ser entrevistada, declarou amor pelo político.

A dona de casa Vicentina de Sena, 55 anos, veio de Luziânia para o velório de Roriz. Ela trouxe uma foto do ex-governador e destacou a humildade que ele tinha ao tratar a população. “Eu morava em Samabaia e ele foi muito importante para o DF. Eu o vi poucas vezes, mas o suficiente para gostar dele”, afirmou.

O sol forte fez uma admiradora de Roriz desmaiar(foto: Minervino Júnior/CB/D.A Press)
O sol forte fez uma admiradora de Roriz desmaiar (foto: Minervino Júnior/CB/D.A Press)
Os irmãos Wilson (desempregado, 44 anos) e Dimas Alencar, (apontador de obras, 51) vieram de Samambaia para se despedir de Roriz. Eles destacam a construção da própria cidade como um dos maiores feitos do político. Dimas lembra que trabalhou nas obras de Samambaia e fala sobre o carisma do ex-governador. “Era gente boa demais. Ele descia lá e o povo corria para abraçar dele. A segurança do Roriz era o povo”, diz.

Raimundo Nonato Macedo, de 60 anos, recebeu a notícia da morte de Roriz com muito pesar. O serralheiro conta que o ex-governador deu casa e trabalho para ele: “Foi no programa Fundo de Quintal. Ele pegou e rasgou todos os carnês que o Cristovam (Buarque) fez quando era governador. Peguei minha escritura sem ter de pagar nada”.
 
 
 

Escritura 

Dayse Gomes, 57, é copeira e moradora do Riacho Fundo II. Irmã de outros seis, conta que Joaquim Roriz deu a escritura para toda a família. “Receber a notícia da morte dele foi como se o meu pai tivesse morrido”, compara Dayse.

Situação parecida ocorreu com Sebastião Barbosa, que chegou à capital federal em 1962. “Independente do partido, eu sempre estava nos comícios dele, porque ele era um cara humilde, ajudava os pobres”, conta.

De Ceilândia, a aposentada Iraci da Cunha Conceição, 75, trouxe uma foto com o e ex-governador para a cerimônia. “Venho de Ceilândia de qualquer lugar para homenageá-lo.Perdi um amigo, um pai, um irmão. Roriz comia dentro da minha casa, eu fazia arroz com pequi e galinha para ele”, lembra Iraci, que trabalhou em campanhas do ex-governador. 

Também ceilandense, o aposentado João Romeu da Silva, 64, lembra com emoção das visitas de Roriz à cidade. “Nunca vai ter um governador igual a ele. Eu o conheci muito bem. Ele sempre ia lá. Conversava com povo. Ele era muito simples e ajudava a todos.”

Candidata ao Senado pelo PSB, Leila do Vôlei compareceu ao velório de Joaquim Roriz para prestar homenagem. “Eu ia aos comícios dele em Taguatinga, ele ajudou a minha família a conseguir uma casa. É nosso pioneiro, referência em todos os sentidos. A história de Brasília se confunde com a história dele”, acredita Leila.

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