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Correio Braziliense

Jovem de 18 anos é preso com 250 selos de nova droga sintética

O Instituto de Criminalística (IC) trabalha para descobrir a fórmula do entorpecente comercializado como se fosse LSD


postado em 03/10/2018 12:06 / atualizado em 03/10/2018 18:45

Droga desconhecida foi apreendida pela Coordenação de Repressão às Drogas (CORD), no Conic(foto: PCDF/Divulgação)
Droga desconhecida foi apreendida pela Coordenação de Repressão às Drogas (CORD), no Conic (foto: PCDF/Divulgação)

 

Um rapaz de 18 anos foi preso em flagrante, no começo da tarde da última terça-feira (2/10), com 250 microsselos de uma nova droga, ainda não identificada pela polícia. Durante investigação, os policiais da Coordenação de Repressão às Drogas (CORD) identificaram o jovem com atitudes suspeitas no Conic. Após a abordagem, encontraram os entorpecentes. 

 

De acordo com o delegado da CORD, Luiz Henrique Sampaio, inicialmente, pensava-se que a droga fosse LSD. O rapaz pegou as substâncias com um fornecedor e iria revender por R$ 1,6 mil. “Os peritos estão analisando e já sabemos que se trata de um novo entorpecente. Temos uma suspeita de qual é a droga, mas os efeitos ainda são desconhecidos”, afirmou. O nome da droga só será divulgado após a conclusão do laudo feito pelo Instituto de Criminalística (IC). 

 

O delegado disse, ainda, que a droga está sendo comercializada como LSD e ainda não foi inserida na relação de entorpecentes proibidos pelo Ministério da Saúde. “Eles usam dessa artimanha achando que, quando pegos, não serão enquadrados por tráfico de drogas”, explicou Luiz Henrique Sampaio. A suspeita é de que a substância estela sendo trazida para o Brasil da Europa e há indícios de que ela seja comercializada na Holanda. Como são fáceis de transportar, os selos são trazidos de avião. 

 

O traficante, K.U.Q., é réu primário e confessou o crime. “Ele disse que já tinha feito outras entregas e que iria receber menos de R$ 100 reais por essa venda. As negociações aconteciam por Whatsapp e Facebook”, acrescentou Luiz Henrique Sampaio. Em audiência de custódia, a justiça determinou que ele deve permanecer preso preventivamente. As investigações agora se concentram em capturar o suspeito, já identificado, de fornecer a droga para o rapaz.

 

 

Memória

Outra droga rara chamada de N-etilpentilona foi a responsável pela morte da universitária Ana Carolina Lessa, 19 anos, em 25 de junho deste ano. De acordo com os investigadores, a jovem ingeriu o entorpecente junto com uma bebida alcoólica, durante uma festa rave. Os efeitos foram intensos e horas depois de ela ter várias alucinações, o coração ficou sobrecarregado e Ana não resistiu a duas paradas cardiorrespiratórias. 

 

Além da jovem, o entorpecente foi o responsável por mais uma morte. Em dezembro de 2017, Carlos Henrique Santana Oliveira, 32, também passou mal ao fazer uso da substância em uma rave. Desta vez, o caso ocorreu no Rio Grande do Norte. Além de provocar efeitos como pupila dilatada, olhos arregalados, paranoias e alucinações, a N-etilpentilona interfere nos batimentos do coração e a sobrecarga pode ser fatal. 

 

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