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Correio Braziliense

Saiba quem são e o que prometem os 11 candidatos ao Palácio do Buriti

Nove homens e duas mulheres disputam os votos dos brasilienses neste domingo para governar o DF pelos próximos quatro anos


postado em 07/10/2018 05:00 / atualizado em 06/10/2018 22:59

Adversários nesta que foi a mais concorrida das eleições ao cargo de governador do Distrito Federal, nove homens e duas mulheres disputam a vaga de chefe do Executivo local pelos próximos quatro anos. Composto por candidatos outsiders (desconhecidos no meio político), nomes famosos entre os três poderes, além de figuras populares em movimentos partidários que concorrem pela primeira vez, o grupo compôs um dos pleitos mais pulverizados para a vaga.

Recorrendo às mais variadas estratégias, os 11 concorrentes ao GDF tentaram conquistar a população ao longo de 35 dias de campanha antes do primeiro turno das eleições. O cenário indefinido dominou o início da corrida eleitoral, mas mudou de formato à medida que o dia da votação se aproximava. Marcada por reviravoltas nas pesquisas, a campanha de 2018 foi a mais concorrida da história do DF e leva até o momento da votação a dúvida sobre quem chega ao segundo turno.
 
Confira os perfis dos participantes da corrida eleitoral rumo ao Palácio do Buriti que buscam os votos dos brasilienses neste domingo (7/10):

Alberto Fraga

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Deputado federal e coronel da reserva da Polícia Militar do Distrito Federal, Alberto Fraga (DEM), 62 anos, nasceu em Sergipe e mudou-se para Brasília em 1966. Formado em direito, administração e educação física, ele é mestre em segurança pública e teve o primeiro mandato em 1999, quando entrou como suplente, mas assumiu a cadeira de deputado federal pelo PMDB, atual MDB. Daquele ano até 2011, Fraga se manteve na função durante três legislaturas consecutivas, passando por pelo PFL, atual DEM, no qual se encontra desde 2007.
 
Em 2005, liderou a Frente Parlamentar pelo Direito à Legítima Defesa, criada com foco no referendo sobre o comércio de armas e munição no Brasil. O grupo comandou campanha favorável à venda — opção vencedora do plebiscito. Em 2014, o democrata voltou ao cargo de deputado federal. Atualmente, coordena a Bancada da Bala no Congresso Nacional — coalizão composta por políticos favoráveis ao acesso às armas pela população civil.
 
Ele e o economista brasiliense Alexandre Bispo (PR), candidato a vice na chapa, têm o apoio da coligação Coragem e Respeito pelo Povo, formada por DEM, PSDB, PR e DC. A duas semanas das eleições, Fraga foi condenado a quatro anos, dois meses e 20 dias de prisão em regime semiaberto por cobrança de propina em favor de uma cooperativa de transporte coletivo, quando era secretário de Transportes do DF. Ele pode recorrer em liberdade, e a sentença só acarretará inelegibilidade se confirmada em segunda instância. Entre as propostas do candidato para o DF está a revitalização de ao menos 13 terminais rodoviários, além da paridade salarial para as polícias Civil e Militar.

Alexandre Guerra

(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Candidato a um cargo eletivo pela primeira vez, o brasiliense Alexandre Guerra (Novo), 37 anos, é advogado, com mestrado em administração e MBA em comércio internacional. Casado e pai de dois filhos, Alexandre é herdeiro da rede de lanchonetes Giraffas. Até o início da campanha, ele se dividia entre Brasília e São Paulo, onde coordena os negócios da família. Defensor da renovação total da política, o candidato é um dos concorrentes outsiders nesta eleição e representa um modelo de perfil da sigla: jovem, empresário e com discurso liberal.
 
Lançado como candidato pelo Novo em dezembro, Guerra se afastou da direção da rede de restaurantes para se dedicar à vida política, mas ainda exerce cargos de liderança em entidades de classe. Ele é vice-presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF) e presidente do Instituto Foodservice Brasil (IFB). O partido dele, que concorre nas eleições ao Buriti em chapa puro-sangue, devolveu os R$ 3 milhões recebidos por meio do Fundo Eleitoral e realizou a campanha com dinheiro de doadores.
 
Crítico de promessas eleitorais sobre reajuste salarial para servidores públicos, Guerra declarou que a prioridade do governo será a população vulnerável, sobretudo os desempregados. Ele defende um Estado menos oneroso do ponto de vista financeiro e promete o destravamento dos setores de infraestrutura e construção civil. Entre as principais propostas de campanha do candidato está a redução do número de secretarias de 21 para 11. Seu vice é o cirurgião paranaense Erickson Blun.

Antônio Guillen

(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Paulista, presidente regional e um dos fundadores do PSTU, Antônio Guillen, 57 anos, é professor, ex-delegado sindical da categoria e militante político da sigla, por meio da qual concorre ao Buriti. Formado pela Universidade de Brasília (UnB), é mestre em história e professor do ensino médio da rede pública do Distrito Federal. Candidato a governador pela primeira vez, ele fez parte da chapa de Toninho do PSol como vice-governador nas últimas eleições.
 
O socialista defende um governo gerido por meio da participação ativa da população. Ele se posiciona contra a terceirização e comentou que analisará os contratos de todas as empresas que prestam serviços ao GDF, caso se torne governador. Guillen é a favor de que o governo controle serviços como transporte, educação e saúde sem negociações entre empresas ou deputados. O professor é favorável à extinção dos cargos comissionados e ao gerenciamento de empresas e instituições públicas por servidores, além da reversão da privatização dessas companhias.
 
Na área de transporte, o socialista sugere intervenção nas empresas de ônibus, cancelamento da licitação atual e estatização das organizações de transporte público. Ele pretende abaixar as tarifas de passagens e propõe um sistema de custo que retire os lucros dos empresários. O professor defende que os conselhos populares se organizem e lutem por direitos políticos por meio de uma revolução socialista. Na chapa puro-sangue do candidato está o auxiliar de escritório brasiliense Eduardo Rennó Zanata, concorrente a vice na chapa sem coligações. 

Eliana Pedrosa

(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
Candidata a governadora do Distrito Federal pelo Pros, Eliana Pedrosa, 65 anos, entrou na política em 2002 e, em 16 anos, passou por, ao menos, cinco partidos. Formada em química pela Universidade de Brasília (UnB), exerceu o primeiro cargo eletivo como deputada distrital pelo PL. Se reelegeu em 2006 pelo DEM, então PFL. Entre 2007 e 2009, assumiu a Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda, no governo de José Roberto Arruda, e, em 2010, voltou ao cargo de distrital pela terceira vez.
 
Eliana ajudou a fundar o PSD no DF e migrou para a legenda. Nas eleições de 2014, cogitou se candidatar ao Buriti pela primeira vez, mas acabou aceitando um convite para ser vice na chapa de Arruda, que foi impedido de se reeleger pela Lei da Ficha Limpa. Antes da impugnação de Arruda, a aliança não se confirmou. A candidatura não saiu e Eliana se lançou como concorrente à Câmara dos Deputados pelo PPS, não sendo eleita. A chapa da candidata do Pros tem o delegado Alírio Neto (PTB) como vice e faz parte da coligação Juntos de Você, formada pelos partidos Pros, PTB, PHS, Patriota, PMN, PTC e PMB.
 
Casada, mãe de três filhos e avó de cinco netos, Eliana Pedrosa mora em Brasília desde os 15 anos. Ela propõe a criação de uma Secretaria de Gestão de Assuntos Estratégicos, a equiparação salarial entre a Polícia Civil e a Federal, além da redução de impostos como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A construção de dois estádios, um no Recanto das Emas, outro em Santa Maria, também está entre as promessas da postulante.

Fátima Sousa

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Enfermeira sanitarista com pós-doutorado em ciências da saúde, a professora da Universidade de Brasília (UnB), Fátima Sousa, 57 anos, concorre ao cargo de governadora pelo PSol. Com experiência nas áreas de saúde, educação e ciências sociais, a paraibana passou pelos cargos de diretora da Faculdade de Ciências da Saúde da instituição de ensino e de assessora do Programa Saúde da Família (PSF). Moradora de Brasília desde 1993, ela coordenou a gerência nacional do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (Pacs) e, agora, concorre à cadeira do Buriti pela primeira vez, na única chapa composta por mulheres nas eleições para o Executivo local.
 
A meta prioritária do governo de Fátima é a melhora da atenção primária à saúde com o intuito de diminuir o fluxo nos ambulatórios e nas emergências do Distrito Federal. A candidata e a vice Keka Bagno (PSol) fazem parte da coligação Elas por nós: sem medo de mudar o DF, composta pelo Partido Socialista e pelo PCB. Nenhuma das duas siglas passou pelo cargo mais alto do GDF.
 
Contrária à institucionalização do Hospital de Base, Fátima pretende trazer de volta o Pacs e promete diálogo e parceria com o setor empresarial. No campo econômico, ela defende o reforço do setor produtivo a fim de apoiar o crescimento da unidade federativa e o apoio a pequenos e médios comerciantes. A candidata também tem reafirmado o compromisso com a melhoria da mobilidade urbana e com a preservação de museus e parques e, recentemente, assinou carta de compromisso para garantir atenção ao combate à violência contra a mulher.

Ibaneis Rocha

(foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
(foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
Nascido em Brasília, Ibaneis Rocha, 47 anos, é candidato ao Buriti pelo MDB, que tem como presidente o ex-vice-governador do Distrito Federal Tadeu Filippelli, que compôs o governo do DF de 2010 a 2014, ao lado de Agnelo Queiroz (PT). Ibaneis é advogado, formado pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub) e foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no DF (OAB-DF) de 2013 a 2015.
 
A chapa do candidato inclui MDB, PP, PSL e PPL. Os partidos compõem a coligação Pra fazer a diferença. Ibaneis nunca concorreu a um cargo público eletivo e está entre os outsiders da disputa pela cadeira do Executivo. Ele é o candidato com o maior valor de bens declarados à Justiça Eleitoral entre os demais concorrentes ao Buriti. O vice-governador na chapa, Paco Britto (Avante), é conhecido do meio político da capital. O carioca é empresário e presidente regional da sigla.
 
Entre as promessas de campanha do candidato está a redução de impostos, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de combustível, todas alíquotas de IPTU e de ISS, pagamento da terceira parcela do reajuste a 32 categorias do funcionalismo público, além da equiparação do salário da Polícia Civil ao da Federal com recursos do Fundo Constitucional do DF.
 
O candidato ainda propõe a transformação do Banco de Brasília (BRB) em uma agência de incentivo aos micro e pequenos empresários por meio de sistema de crédito social e a isenção do ICMS e do Imposto sobre Serviços (ISS) para pequenas e microempresas que contratarem ao menos um trabalhador.

Júlio Miragaya

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Economista carioca, Júlio Miragaya (PT), 60 anos, concorre em chapa puro-sangue ao lado da agricultora familiar e bacharel em direito Claudia Farinha. O petista tem experiência como ex-presidente da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), no governo Agnelo Queiroz, e, desde 2015, está à frente da diretoria técnica do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) no DF. Atualmente, é conselheiro do Conselho Federal de Economia (Cofecon), entidade que presidiu entre 2016 e 2017. Miragaya ajudou a fundar o PT no Rio de Janeiro e concorreu ao cargo de deputado federal em 1990, mas não se elegeu.
 
Formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ele é mestre em gestão territorial e doutor em desenvolvimento econômico sustentável. O candidato é a favor da valorização do trabalho e de uma reforma administrativa para releitura das carreiras, com foco na valorização do funcionário público.
 
Quanto à concessão da paridade salarial dos policiais e ao reajuste dos servidores, Miragaya afirmou que o processo precisa ser analisado com cautela por temer que não haja orçamento disponível para a medida. Entre as promessas para a educação, o petista se comprometeu com a inauguração de 70 creches e disse que estudará a possibilidade de criação de uma nova universidade pública no DF. O plano do candidato contempla o desenvolvimento integrado com a periferia metropolitana e inclui a atração de investimentos industriais com foco em áreas de alta intensidade tecnológica, sem desconsiderar os setores tradicionais.

Paulo Chagas

(foto: Arthur Menescal/CB/D.A Press)
(foto: Arthur Menescal/CB/D.A Press)
Nascido no Rio de Janeiro, Paulo Chagas (PRP), 69 anos, estudou no Colégio Militar da capital fluminense. Ele é oficial reformado da Academia Militar das Agulhas Negras. O general de brigada entrou para a reserva em 2006, após 38 anos de serviço. Foi adido militar em Londres e é habilitado em espanhol, italiano, francês e inglês pelo Centro de Estudos de Pessoal do Exército. Esta é a primeira vez que o candidato disputa um cargo eletivo. Entre as prioridades do governo dele estão a saúde e a segurança pública. Na primeira área, ele defende investimentos para recuperação de toda a estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS). Já para a segunda, o candidato propõe a integração das corporações.
 
Outro outsider das eleições, o candidato anunciou um pacto de apoio mútuo com Alexandre Guerra (Novo) a oito dias do pleito. Embora sejam de chapas diferentes — Chagas faz parte da coligação Brasília acima de tudo, composta pelo PRP e pelo PRTB —, o acordo firmado estabelece que, caso algum deles chegue ao segundo turno, o outro apoiará a candidatura do concorrente em uma espécie de coligação. O advogado capixaba Adalberto Monteiro (PRP) foi escolhido como candidato a vice-governador do militar.
 
Ainda no tema da segurança pública, Chagas desaprova a forma de liberação de detentos nos saidões e considera justa a concessão de reajustes às polícias e a paridade de salários da Civil com a Federal. Crítico do que chama de velha política, o candidato afirma ser a favor da impressão do voto em cédula.

Renan Rosa

(foto: Arthur Menescal/CB/D.A Press)
(foto: Arthur Menescal/CB/D.A Press)
Bancário e economiário, Renan Rosa (PCO), 53 anos, é militante do partido há mais de 30 anos e concorre ao cargo de governador pela primeira vez. Formado em letras pela Universidade de Brasília (UnB), o cearense ocupa o cargo de analista de tecnologia da informação na Diretoria de Tecnologia do Banco do Brasil e integra a Diretoria-geral do Sindicato dos Bancários do Distrito Federal. Ele e o candidato a vice Gilson Dobbin, servidor público federal, compõem chapa puro-sangue na disputa.
 
Embora não encare a vitória no pleito como uma possibilidade alcançável, o candidato defende um governo administrado pelos trabalhadores. Ele afirma que, em um eventual mandato, permitirá à população definir como será administrada toda a verba do GDF e considera viável o pagamento do reajuste dos servidores sem aumentar impostos. Para Renan, a ausência de recomposições salariais decorre do uso inapropriado dos fundos da União. Ele é a favor de uma saúde gerida pelo Estado e de que usuários e funcionários do Sistema Único de Saúde (SUS) sejam responsáveis pela administração das unidades de atendimento.
 
No início de setembro, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) negou o registro de candidatura do PCO nas eleições de 2018. Com isso, nenhum representante da legenda pôde disputar o pleito na unidade federativa e o candidato não pôde usar os quatro segundos do tempo de propaganda eleitoral do partido. A impugnação foi apresentada na Justiça Eleitoral pelo Ministério Público Eleitoral, mas ainda cabe recurso da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Rodrigo Rollemberg

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Casado e pai de três filhos, Rodrigo Rollemberg (PSB), 59 anos, concorre à reeleição ao Palácio do Buriti. Nascido no Rio de Janeiro, ele veio para Brasília em 1960 e se formou em história na Universidade de Brasília (UnB), onde iniciou a vida política. O candidato se filiou ao partido em 1985 e, de lá para cá, assumiu as funções de deputado federal, senador e duas vezes de deputado distrital. Em 2002, concorreu ao cargo de governador, mas ficou em terceiro lugar. Ele ainda foi titular da Secretaria de Turismo, no governo Cristovam Buarque, e da Secretaria Nacional de Inclusão Social do Ministério de Ciência e Tecnologia, na gestão  Lula.
 
Na chapa intitulada Brasília de Mãos Limpas, composta por PSB, PV, Rede, PDT e PCdoB, Rollemberg tenta se reeleger, ao lado do engenheiro carioca Eduardo Brandão (PV), candidato a vice, com o discurso voltado à honestidade e à organização das contas públicas. 
 
Para o primeiro ano de mandato, Rollemberg promete recomposição salarial ao funcioalismo e análise da possibilidade de equiparação dos vencimentos das polícias Civil e Federal. Entre as demais propostas está a universalização do acesso às creches, com a criação de 25 mil vagas, a expansão da cobertura em saúde pública, do metrô e do BRT, além do aumento da proteção às mulheres e da garantia de 50% dos cargos da gestão a elas. O socialista ainda pretende ampliar o programa de regularização fundiária, um dos marcos da gestão. 

Rogério Rosso

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Advogado e músico, Rogério Rosso (PSD), 49 anos, chegou à Câmara dos Deputados em 2007. Três anos depois de se elegar deputado federal, assumiu o cargo de governador-tampão do Distrito Federal. Entrou dois meses depois de José Roberto Arruda ser afastado do cargo após a Operação Caixa de Pandora no GDF. Nascido no Rio de Janeiro, Rosso se mudou para Brasília no primeiro ano de vida.
 
Formou-se em direito pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub), é especialista em marketing e direito tributário e trabalhou na Caterpillar Inc. e na Mercedes-Benz, antes de ser diretor da Fiat em Brasília. Também foi titular na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, administrador de Ceilândia e presidente a Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan). Em 2018, se candidatou a governador com apoio da coligação Unidos pelo DF, integrada por PSD, PRB, PPS, Solidariedade, Podemos e PSC. O pastor mineiro Egmar Tavares (PRB) concorre ao cargo de vice na chapa.
 
As promessas prioritárias do candidato são o pagamento da paridade da Polícia Civil em relação à Federal e do reajuste dos policiais militares e bombeiros no primeiro dia de mandato, além da liquidação do pagamento da terceira parcela do reajuste dos demais servidores públicos no primeiro semestre de governo. Entre os demais compromissos do pessedista está a extinção da Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) e do Instituto Hospital de Base, o aumento da autonomia das regiões administrativas, além de focar na saúde primária. 

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