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Correio Braziliense

Poucos eleitores aparecem para votar no fim da eleição

As filas eram pequenas e quem chegou até 10 minutos antes dos portões fecharem conseguiu exercer o direito de cidadão. Pessoas reclamaram da quantidade de santinhos no chão


postado em 07/10/2018 17:38 / atualizado em 07/10/2018 17:50

A sujeira deixada por santinhos e propaganda eleitoral incomodou os eleitores(foto: Wallace Martins/Esp. CB/D.A Press)
A sujeira deixada por santinhos e propaganda eleitoral incomodou os eleitores (foto: Wallace Martins/Esp. CB/D.A Press)

 
Nos minutos finais da eleição, poucos eleitores compareceram para votar e não perder a chance de exercer o direito de cidadão, neste domingo (7/10). Nas portas dos locais de votação, os santinhos incomodaram a população e servidores do Serviço de Limpeza Urbana (SLU).

No Centro de Ensino Médio Paulo Freire, na Asa Norte, 10 minutos antes do fechamento dos portões os eleitores ainda chegavam para votar. Uma delas foi a professora Lira Ornelas Godoy, 28 anos. Ela chegou à zona eleitoral às 16h45. Se atrasou porque não encontrava o título de eleitor nem para cadastrar o número no aplicativo E-título. 

Apesar da correria, a educadora conseguiu exercer o dever. "Vejo o momento do voto como um processo contínuo e uma data marcante para o Brasil. Esperamos a volta da democracia. Precisamos voltar para o nosso país e menos para a Venezuela, Cuba ou Estados Unidos", ressaltou. 

A enfermeira Winnie Lara Rocha,  23 anos, chegou no mesmo colégio eleitoral para votar as 16h30. "Decidi vir mais tarde para logo depois ir à missa. Vejo o voto como minha voz. Espero que vença a democracia. O DF precisa muito de saúde e educação. Faltam professores, profissionais de saúde e itens básicos nessas duas áreas", lamentou.

Na Candangolândia, os eleitores reclamam da sujeira nas ruas. Quando faltavam 15 minutos para encerrar as votações do primeiro turno, garis foram às ruas para escolher centenas de santinhos espalhados pelo chão. “Isso aqui é uma sacanagem que o povo faz”, reclama uma trabalhadora do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), que não quis se identificar. Para a aposentada Gismair Ana de Castro, 61, a sujeira das ruas também incomodou. “Trabalhei como fiscal e achei um absurdo que fizeram hoje. Choveu e tudo virou um lamaçal”, lamenta. 

Em relação ao dia de votação, Gismair está com expectativa positiva para os novos governantes do Brasil. “Espero que as pessoas votem consciente e escolham pessoas que tragam melhorias para nossas cidades”, diz. Para ela, as eleições estão mais acirradas do que os últimos anos. “Não arrisco dar nenhum palpite. Vou esperar a apuração dos votos”, comenta. 

Às 16h30, o movimento na Escola Classe 2 da Candangolândia era praticamente nulo. Quase nenhum eleitor estava dentro da unidade de ensino e poucos chegavam para votar. No Centro de Ensino Médio Julia Kubitscheck, na cidade, a situação era a mesma. Alguns atrasados ainda chegaram por volta das 16h50, mas conseguiram votar. 

Margarida Dias, 68, quase encontrou os portões fechados. Chegou faltando menos de 10 minutos para o encerramento, mas conseguiu ir às urnas. “Não podia deixar de participar de um momento tão importante para o nosso país”, destaca. Agora, ela garante que vai esperar a contagem dos votos. “Espero que a melhor opção para a gente ganhe. A última gestão não foi tão boa. Precisamos de mudanças”, destaca. 

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