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Correio Braziliense

Cristovam se afasta de eleitores e perde a vaga no Senado após 2 mandatos

Derrota revela crise, uma vez que candidato foi eleito em primeiro lugar em 2002, com 30%, e em 2010, com 37%


postado em 07/10/2018 23:45

A derrota do candidato se deve, principalmente, às polêmicas em que Cristovam se envolveu nos últimos anos do atual mandato(foto: Minervino Junior/CB/DA Press)
A derrota do candidato se deve, principalmente, às polêmicas em que Cristovam se envolveu nos últimos anos do atual mandato (foto: Minervino Junior/CB/DA Press)
 
O professor Cristovam Buarque (PPS) perdeu as eleições para senador da Repúblicas pelo Distrito Federal após 16 anos ocupando uma cadeira na Casa Legislativa. Venceram os adversários, Leila Gomes Barros, a Leila do Vôlei (PSB), com 17,76% dos votos dos brasilienses, e Izalci Lucas (PSDB), com 15,33%. A reviravolta é acentuada quando se leva em conta que o candidato foi eleito em primeiro lugar em 2002, com 30%, e em 2010, com 37%.

A derrota se deve, principalmente, às polêmicas em que o político se envolveu nos últimos anos do mandato. Entre elas, o voto a favor da Emenda Constitucional 95 de 2016, que delimita gastos com Saúde e Educação. Com isso, parte do seu eleitorado, composto por ativistas da área acabou migrando para outros candidatos nessa última legislatura.
 
 

No dia 18 de julho do ano passado, o senador chegou a publicar um vídeo em suas redes sociais, em resposta a manifestações, em Belo Horizonte, em que estudantes o chamaram de "golpista" e "traidor da educação". O parlamentar disse que os críticos "ficaram para trás". "Esse pessoal perdeu o discurso. E não querem lutar por mais recurso. Eles querem apenas pedir mais dinheiro. Mais para a escola, mais para estádio. Eles não querem lutar por mais para a escola e menos estádio", afirmou.

Na tentativa de garantir força política neste pleito, Cristovam coordenou a coligação Unidos pelo DF, composta pelos partidos PSD, PRB, PPS, Solidariedade, Podemos e PSC. O grupo também se intitulava de Frente Cristã. O senador, flertando com a reeleição, se aliou a Rogério Rosso (PSD), que tentou chegar ao Palácio do Buriti, e Renato Santana (PSD), vice-governador do DF e adversário de Rodrigo Rollemberg. Cristovam arrecadou pouco mais de R$ 1,5 milhão para a campanha, sendo a maioria repasse da direção nacional do partido. O senador declarou, em bens, R$ 1,3 milhão.

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