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Correio Braziliense

Conheça as propostas de Leila e Izalci, novos senadores eleitos pelo DF

A partir de janeiro de 2019, ambos se unem a José Reguffe (sem partido) para representar o DF no Congresso


postado em 08/10/2018 06:08

(foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
(foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)

Um dos destaques do próximo Congresso Nacional deverá ser a ex-secretária de Esportes do Distrito Federal Leila Barros. Nascida e criada em Taguatinga, ela tem pai e mãe nordestinos, que vieram à então nova capital do Brasil em busca de melhores condições de vida. Eles tiveram Leila e, um pouco mais tarde, outro filho.

Leila saiu de casa aos 17 anos para ser jogadora profissional de vôlei. Prêmios nacionais e internacionais constam no histórico dela. Após 18 anos dedicados ao esporte de quadra, Leila retornou a Brasília como medalhista olímpica em Atlanta (1996) e em Sidney (2000), encerrou a carreira como jogadora da modalidade e passou a ser comentarista esportiva na TV Globo.

Em 2014, Leila começou a trilhar o caminho da política. A ex-atleta disputou uma vaga na Câmara Legislativa, mas não foi eleita. Mesmo assim, os 11 mil votos chamaram a atenção. Tanto que o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) a convidou para assumir a Secretaria de Esporte e Lazer. A gestão dela ficou marcada pela criação de projetos sociais para inclusão de pessoas nos esportes.

Casada com o campeão olímpico Emanuel Rego, atleta do vôlei de praia do Brasil, e mãe de um filho, Leila garante que terá como pauta prioritária a revisão da Lei Maria da Penha. De acordo com ela, é necessário que haja mais rigidez nas penas dos condenados por violência contra a mulher. No entanto, mesmo com pautas de defesa ao sexo feminino, Leila é contrária ao aborto “em qualquer caso”, como afirmou ao Correio durante sabatinas dos candidatos ao Senado, em setembro.

Decisão
Antes de ser candidata ao Senado, os planos de Leila eram disputar, mais uma vez, uma vaga na Câmara Legislativa. No entanto, o partido decidiu colocá-la na disputa majoritária para ajudar a alavancar a candidatura de Rollemberg. A ex-secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão Leany Lemos chefiaria a disputa, mas ficou com a 1ª suplência. Ivonete Nascimento (PCdoB) é a segunda suplente.

Três perguntas para Leila do Vôlei (PSB), senadora eleita pelo DF


A campanha foi muito acirrada. A que atribui o resultado demonstrado nas urnas?
Hoje, foi dia de exercermos a democracia, bem mais precioso, que garante a nossa liberdade de escolha. O resultado foi apurado nas urnas, a voz do povo, o desejo de mudança. A minha vitória veio das ruas e, quanto a isso, acredito que a confiança para uma representação no Senado Federal se deu pelo comprometimento com as propostas de mandato que apresentei ao longo da campanha eleitoral. Sei que o meu trabalho na Secretaria de Esportes foi reconhecido. Tive oportunidade de estar num governo cheio de dificuldade. O Brasil quer gente que tenha compromisso com a cidade e consiga dialogar, longe de extremos.

Qual será a principal bandeira da senhora no Senado? 
Tenho várias bandeiras. Uma delas — e urgente — é a defesa dos direitos das mulheres vítimas de violência. É preciso aumentar o rigor no trato de leis que combatem a violência de gênero. Não podemos permitir que o desamparo social e o despreparo das autoridades na condução dessas vítimas as tornem mais vulneráveis. Também quero trazer o esporte como eixo transversal de diversas políticas públicas.

Qual será a primeira proposta de lei que a senhora pretende sugerir no Congresso Nacional?
Quero trazer para o debate propostas que defendam as pautas sociais inclusivas. A ampliação da estrutura esportiva do país é uma das ações, assim como, fortalecer e ampliar o Sistema Nacional do Esporte, delimitando papéis e competências dos atores envolvidos.

Ex-líder sindical luta pela educação

(foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
(foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)


Izalci Lucas entrou na vida política em 1998, quando se candidatou a deputado distrital pelo PSDB e assumiu a primeira suplência. Nas eleições seguintes, disputou novamente uma vaga na Câmara Legislativa, elegendo-se pelo PFL, atual DEM, mas licenciou-se do cargo para assumir a Secretaria de Ciência e Tecnologia do DF. Em 2006, ficou na primeira suplência do cargo de deputado federal e, em 2007, voltou a assumir a Secretaria de Ciência e Tecnologia. Nas eleições de 2010 e 2014, elegeu-se deputado federal. 

Izalci nasceu em Araújos (MG), é casado e tem dois filhos. Em Brasília, passou pela Presidência dos sindicatos dos Contadores e dos Estabelecimentos Particulares de Ensino. Enquanto atuava como líder sindical, criou o Cheque-Educação, programa que permitia a destinação de vagas ociosas nas escolas particulares para estudantes de baixa renda. Na vida política, foi um dos autores da Emenda Constitucional (EC) nº 95, cujo principal objetivo é impulsionar a pesquisa nacional e a criação de soluções tecnológicas para aplicação no setor produtivo.

Além disso, presidiu a comissão de aprovação do Marco Regulatório de Ciência, Tecnologia e Inovação e a comissão mista que ampliou o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Também apresentou o projeto de lei que inclui, entre as diretrizes e bases da educação nacional, o Programa Escola sem Partido.

Em relação a votações de repercussão nacional, Izalci manifestou-se favoravelmente ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Teto dos Gastos Públicos, à Reforma Trabalhista e ao arquivamento da denúncia de corrupção passiva contra o presidente da República, Michel Temer (MDB). Na Câmara dos Deputados, é titular em 10 comissões, incluindo a de Educação e o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

Na campanha ao Senado, Izalci prometeu usar as experiências como contador e auditor para captar verbas e investir na infraestrutura do DF. O tucano declarou que os primeiros projetos apresentados priorizarão as reformas política, previdenciária e tributária. Para ele, falta gestão sobre o uso do Fundo Constitucional para segurança, saúde e educação. Ele também defende a redução da maioridade penal e o Estatuto do Desarmamento, com autorização para moradores de áreas rurais.

Três perguntas para Izalci Lucas, senador eleito pelo DF


Tivemos uma campanha acirrada para o Senado. A que atribui o resultado demonstrado nas urnas?
É o reconhecimento do trabalho que fizemos na Câmara dos Deputados. Fui o parlamentar mais atuante dos últimos oito anos. Eu sentia na rua que a nossa campanha estava muito acima do que era mostrado nas pesquisas, e o resultado das urnas definiu isso.

Qual será a principal bandeira do senhor no Senado?
Fazer o papel principal, que é defender o interesse do DF, que está em último no quesito investimento e obras. A minha bandeira principal vai continuar sendo a educação. Assim como fizemos a reforma no ensino médio, vamos precisar fazer uma reforma na educação infantil e fundamental.

Qual será o primeiro projeto de lei que o senhor pretende sugerir no Congresso Nacional? 
Temos vários projetos tramitando na Câmara, que vamos implementar no Senado. A prioridade é a reforma política e tributária. Descobri, depois de muito tempo na Câmara, que conseguimos aprovar mais coisas por meio de emendas do que de projetos de lei, e eu não faço questão de dizer que o texto é meu, o importante é aprová-lo.

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