Publicidade

Correio Braziliense

Comércio do DF projeta crescimento de 8,51% nas vendas no Dia das Crianças

Empresários projetam crescimento nas vendas para a data comemorativa em relação ao ano passado. Já os consumidores estão mais cautelosos e pretendem gastar menos


postado em 09/10/2018 06:00 / atualizado em 08/10/2018 23:10

Patrícia Fagundes Bessa procura o presente para o filho, Pedro, de 3 anos(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press )
Patrícia Fagundes Bessa procura o presente para o filho, Pedro, de 3 anos (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press )


O Dia das Crianças promete aquecer o comércio na capital. Nos centros comerciais da cidade, como shoppings e lojas de rua, já é possível perceber a movimentação maior de pessoas nos estabelecimentos que vendem artigos infantis. Os brinquedos são os preferidos dos brasilienses e um levantamento realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF) mostra que as vendas devem crescer 8,51% em 2018, comparado ao ano passado. Para os trabalhadores, a pesquisa também trouxe boas notícias: a contratação de temporários subiu 2,23% em relação ao ano passado.

Mesmo com a expectativa positiva por parte dos empresários, a intenção de compra diminuiu entre os consumidores, caindo 1,5% em relação a 2017 — terceiro ano de retração consecutivo. Para o vice-presidente da entidade, Edson de Castro, isso ocorre por causa do ano eleitoral. “Muitas pessoas sabem que vão perder os empregos com o novo governo. Outros, preferem pisar no freio e reduzir os gastos”, destaca.

Edson ressalta que, mesmo com a redução da intenção de compra, o segundo semestre de 2018 será positivo para o comércio. De acordo com ele, a greve dos caminhoneiros e a Copa do Mundo impactaram diretamente nas vendas do Distrito Federal e do país. “Nossa expectativa é de que o comércio cresça ainda mais até o fim do ano. Quando o Dia das Crianças demonstra saldo positivo, o Black Friday e o Natal sempre seguem na mesma linha.”

 

O servente Vanderson Menezes, 29 anos, reclama que o valor dos brinquedos está mais alto em comparação ao ano passado. “Tenho uma filha de oito anos e vim ao shopping para tentar encontrar o que ela queria, uma boneca. Cheguei à loja e vi que ela custava R$ 150”, disse.

 

8,51%
De expectativa de aumento de vendas em 2018

 

A gerente de uma loja de brinquedos no Conjunto Nacional, Cláudia Nóbrega, afirma que o estabelecimento decidiu investir no estoque, trazendo itens exclusivos e produtos em valor mais acessível. De acordo com ela, a movimentação aumentou  esta semana e deve crescer mais até sexta-feira. “Mesmo em tempos difíceis, o mercado de brinquedos brasileiro é resiliente.”

Mais vendidos

A pesquisa da Fecomércio mostra que os brinquedos somam 82% das escolhas de presentes para as crianças no Distrito Federal. O restante se resume a vestuário, acessórios e calçados. No entanto, Edson, vice-presidente da entidade, ressalta que a venda de chocolates cresceu este ano. “Mesmo que a criançada prefira os brinquedos, os doces se tornaram uma saída barata para os pais”, comenta.



O preço médio dos presentes que consumidor pretende comprar também caiu. Este ano, os brasilienses devem gastar, em média, R$ 162,18. No ano passado, esse valor era de R$ 176,52. A funcionária pública Patrícia Fagundes de Bessa, 35, comprará para o filho de 3 anos, Pedro, uma bicicleta do Homem Aranha, um dos personagens preferidos do filho. “Minha maior dificuldade está sendo encontrar o produto em lojas físicas. Eu vi na internet, mas ainda continuo na procura”, diz. Ela pretende gastar até R$ 300 no item.

Perfil

O levantamento da Fecomércio ainda mostra que 56% dos consumidores brasilienses são mulheres com idades entre 25 a 45 anos. A renda delas varia de R$ 954 a R$ 2.811 e mais de 60% não moram no Plano Piloto. Além disso, nem os todos os entrevistados são, necessariamente, pais dos presenteados. Esse é o caso da estudante Pamela Bandeira, 20, que comprou presentes para os irmãos e o afilhado. “Esse é meu primeiro ano como estagiária e estou mais empolgada nas compras”, conta. “Comprei uma boneca e uma piscina de bolinha. Não sabia muito bem o que dar, mas acho que eles vão gostar”, completa.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade