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Correio Braziliense

Operação contra pornografia infantil atinge municípios do Entorno do DF

Agentes da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos de Goiás cumpriram 51 mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (9/10)


postado em 09/10/2018 14:10 / atualizado em 09/10/2018 21:20

(foto: Fernando Lopes/CB/D.A Press)
(foto: Fernando Lopes/CB/D.A Press)

Uma operação da Polícia Civil de Goiás contra divulgação de imagens de pornografia infantil na internet atingiu moradores de Planaltina de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, além de pessoas que vivem em Pirenópolis, Anápolis, Goiânia, Aparecida de Goiânia e outras 10 cidades do estado. Agentes da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos investigaram cumpriram 51 mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (9/10). Vinte e quatro pessoas foram presas em flagrante.

A investigação durou quatro meses e o objetivo era identificar os responsáveis pelo compartilhamento do conteúdo na rede. Durante a investigação, policiais analisaram mais de 100 mil arquivos e identificaram pessoas que compartilhavam conteúdos multimídia de pornografia-infantil, com vídeos e fotos. 
 
Segundo a delegada-titular da Dercc, Sabrina Leles de Lima Miranda, os presos são acusados de divulgar imagens pornográficas infantis. Eles também guardavam as mídias. “Durante o trabalho de investigação, peneiramos todos os arquivos até se chegar aos alvos. Eles vão responder por possuir, armazenar e compartilhar conteúdos pornográficos de crianças e adolescentes”, explicou.
 
A pena para esse tipo de crime, prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), varia de um a seis anos de reclusão, além do pagamento de multa. “A partir de agora, vamos analisar os conteúdos que estavam nos computadores e celulares apreendidos. Se houver algum novo indício por meio do laudo pericial, poderá ter desdobramentos”, informou a delegada. 
 
Os presos são moradores de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Bela Vista, Goianésia, Anápolis, Caturaí e Jataí. Alguns deles pagaram fiança e foram liberados. “Os valores dependem da condição de cada um e da participação que ficou comprovada, mas varia de um até 100 salários mínimos”, esclareceu Sabrina. Outros permanecem presos e passarão por audiência de custódia na quarta-feira (10/10). 
 
A operação levou o nome de Meu Zeloso Guardador. Segundo a Polícia Civil, a data da operação faz referência ao Dia das Crianças, comemorado na sexta-feira. Ao todo, participam 280 policiais civis de 16 cidades de Goiás. Por meio de nota, a instituição reforçou a necessidade de proteção das vítimas exploradas sexualmente. “Os usuários da internet que compartilham material pornográfico infantil são verdadeiros incentivadores dos abusos sexuais que sofrem essas pequenas e indefesas vítimas.”

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