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Correio Braziliense

PSol fica neutro no DF após Rollemberg não se posicionar contra Bolsonaro

Fátima Sousa (Psol) afirmou que partido ficaria do lado de Rodrigo Rollemberg (PSB) caso ele se posicionasse contrário ao "autoritarismo e retirada de direitos representada por Jair Bolsonaro"


postado em 10/10/2018 20:22 / atualizado em 10/10/2018 22:08

Último debate promovido pelo Correio Braziliense com candidatos ao Governo do Distrito Federal (GDF), com transmissão da TV Brasília. Na foto, a candidata Fátima Sousa (PSol).
Último debate promovido pelo Correio Braziliense com candidatos ao Governo do Distrito Federal (GDF), com transmissão da TV Brasília. Na foto, a candidata Fátima Sousa (PSol).
O Psol optou pela neutralidade na disputa do segundo turno no Distrito Federal. Em um promeiro momento, o partido havia dito que se posicionaria contra Ibaneis Rocha (MDB), apoiando Rodrigo Rollemberg (PSB), caso o governador se comprometesse a lutar contra "o autoritarismo e retirada de direitos representados pela candidatura de Jair Bolsonaro (PSL)".

No primeiro turno, Rollemberg apoiou candidatura de Ciro Gomes (PDT). Na manhã desta quarta-feira (10/10), durante encontro com militares, optou por não apoiar nenhum candidato. "O nosso grande objetivo é unir Brasília, respeitando a vontade dos eleitores e nos relacionando institucionalmente com todo respeito a qualquer presidente eleito, como fizemos ao longo desses quatro anos", disse.
 
Mesmo fazendo parte do campo progressista, qualquer posicionamento diferente da parte de Rollemberg significaria abrir mão dos mais de 900 mil votos que Bolsonaro recebeu no Distrito Federal. 

Diante posicionamento do atual governador do DF, Fátima Sousa (Psol), que recebeu 65 mil votos para o GDF no 1º turno, ratificou a posição do partido. "Já que ele ficou em cima do muro, não temos motivos para apoiá-lo. Não vamos apoiar ninguém", disse. Fátima e Rollemberg ensaiavam aproximação na semana anterior ao primeiro turno, com tabelinha em debates e encontros durante agendas públicas. 

Após a divulgação do resultado das eleições, Fátima comemorou que o segundo turno não ocorreria "apenas entre representantes da direita endinheirada".

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