Publicidade

Correio Braziliense

Novacap descarta risco de desabamento na Rodoviária do Plano Piloto

Segundo a empresa, prejuízo em 10 dos 60 cabos não afeta estrutura do terminal. Por segurança, área afetada permanecerá isolada por cinco dias


postado em 10/10/2018 21:18 / atualizado em 11/10/2018 00:06

Áreas de comércio e das escadas rolantes próximas ao ponto de embarque do BRT foram isoladas nos pavimentos inferior e superior(foto: Arthur Menescal/Esp.CB/DA.Press)
Áreas de comércio e das escadas rolantes próximas ao ponto de embarque do BRT foram isoladas nos pavimentos inferior e superior (foto: Arthur Menescal/Esp.CB/DA.Press)


A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) informou que o rompimento dos cabos de sustentação de uma pilastra na Rodoviária do Plano Piloto não representa risco à estrutura do terminal. O incidente aconteceu nesta quarta-feira (10/10), enquanto funcionários de uma empresa terceirizada a serviço da Vivo realizavam obras no local. De acordo com o diretor-presidente da autarquia, Júlio Menegotto, a firma não tinha autorização para efetuar a intervenção.

Ainda segundo Menegotto, 10 de 60 cabos foram comprometidos durante a atividade da equipe. "A empresa foi encontrada em ação pelas equipes da Novacap. Foi um ato irresponsável, que colocou em risco as pessoas. Chegamos no momento em que faziam a obra. Poderia ter acontecido algo mais. Obras na Rodoviária precisam que o projeto seja apresentado ao DFTrans e analisado por uma junta de engenheiros. Nada disso aconteceu", afirmou.

O GDF notificou a Vivo, que deverá arcar com o reparo, com custo ainda não calculado. Em nota, o governador Rodrigo Rollemberg afirmou que vai acionar a Procuradoria-Geral do DF para ingressar com uma ação contra a empresa. "Iremos cobrar a devida indenização pelos danos materiais causados ao patrimônio público do DF, bem como dano moral coletivo em razão da exposição ao risco das pessoas que transitam no local, causando incômodos e apreensão", declarou. 
 
A operadora telefônica informou, também em nota, que "está em contato com os órgãos competentes para fornecer todas as informações necessárias e tomar as medidas cabíveis". As áreas de comércio e das escadas rolantes próximas ao ponto de embarque do BRT foram isoladas nos pavimentos inferior e superior. A previsão é de que fiquem fechadas por cinco dias.
 

Susto


O estudante Edilson Coelho, 20 anos, aguardava o ônibus no momento que as equipes da Defesa Civil isolavam a área atingida. "Ninguém ainda viu diferença alguma aqui. Só bagunça e tumulto. Até que foi bom o que aconteceu hoje, pois isso mostrou que a Rodoviária precisa de reformas em outros lugares", disse.

Vendedora ambulante no terminal há 22 anos, Katia da Costa, 52, afirma que percebeu a confusão por volta das 15h. "Eu estava ao lado da escada rolante quando vi colocarem um ferro para sustentar alguma coisa. Depois disso, sentimos um tremor, que parecia vir do teto. Em seguida, as pessoas saíram correndo, e a Pastelaria Viçosa fechou na hora”, relatou a moradora de Planaltina.

O analista Marcelo Cordeiro, 36 anos, morador do Gama, usa o BRT todos os dias para chegar em casa. Os ônibus do BRT com destino ao Gama e a Santa Maria foram desviados para embarque na parada de ônibus que fica entre o Conic e o Conjunto Nacional. "Apesar da troca do local de embarque, foi fácil ver a mudança. Além disso, há um funcionário da Piracicabana que dá informações para quem está perdido."
 
*Estagiária sob supervisão de Guilherme Goulart

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade