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Correio Braziliense

Após caso de homofobia, Agepol fará campanha de conscientização

Associação Geral dos Servidores da Polícia Civil concordou em realizar campanha após dois homens ofendidos no clube da entidade por diretor entrarem na Justiça


postado em 12/10/2018 15:34 / atualizado em 12/10/2018 15:35

Clube da Agepol, onde as ofensas acontecera, em 2017(foto: Arquivo/Clube Agepol)
Clube da Agepol, onde as ofensas acontecera, em 2017 (foto: Arquivo/Clube Agepol)

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) realizou um acordo que deu fim a um longo processo envolvendo a Associação Geral dos Servidores da Polícia Civil (Agepol) e duas vítimas de homofobia. Em outubro de 2017, dois homens que frequentavam o clube foram agredidos verbalmente por um diretor da associação depois de se abraçarem nas dependências do local. Eles processaram a entidade. A decisão judicial veio agora, quando as partes entraram em um acordo.

Os homens ofendidos entraram com um processo por danos morais no 3º Juizado Especial Cível de Brasília. Um deles chegou a gravar um vídeo para comprovar as agressões. “Não, aqui no clube não tem viado, não. É do portão pra fora”, disse o diretor da Agepol a eles. As filmagens foram usadas como prova, e a associação se defendeu dizendo que o diretor se manifestou de forma incorreta, mas que os dois tinham descumprido regras do clube. 

Ao longo das audiências, o agressor chegou a se desculpar com as vítimas e as partes conduziram um acordo. Na quinta-feira (11/10), foi decidido que os agredidos recebessem um pagamento por danos morais no valor de R$ 3 mil e que a Agepol promovesse ações contra a homofobia. Entre elas, está a realização de uma campanha sobre os direitos LGTBT até 15 de dezembro, direcionada para os diretores responsáveis pela supervisão da entidade, com palestras e produção de material de conscientização. O Correio tentou contato com a Agepol, mas não obteve retorno.
 

Caso semelhante  

Outro processo com final parecido com esse aconteceu em maio de 2018. Uma transexual também foi agredida verbalmente em Brasília, em uma pastelaria, e processou o estabelecimento. Foi proposta uma indenização de R$ 20 mil à vítima, mas ela escolheu abrir mão do valor para apenas poder proferir uma palestra educativa para os funcionários da pastelaria, sobre diversidade de gênero, valores como respeito, generosidade e desconstrução da violência contra LGBTs.

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