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Correio Braziliense

Terceira deputada federal mais votada no DF, Bia Kicis defende Bolsonaro

"O Haddad, sim, representa um risco enorme à democracia do país", disse a deputada federal eleita, em entrevista ao CB.Poder


postado em 15/10/2018 16:05 / atualizado em 15/10/2018 16:05

"Precisamos do liberalismo, e o Bolsonaro é o único presidente que acena em tirar o poder de si para distribuir para todo o Brasil", disse a deputada federal (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)

 
Uma das oito pessoas que representará o Distrito Federal na Câmara dos Deputados durante os próximos quatro anos, Bia Kicis (PRP) foi a entrevistada desta segunda-feira (15/10) do programa CB.Poder — parceria do Correio Braziliense com a TV Brasília — e atacou o candidato à presidência da República Fernando Haddad (PT). Segundo ela, o ex-prefeito de São Paulo "é um comunista e representa um risco enorme à democracia do país".

"Basta pegar o programa de governo dele, o seu histórico dele e os livros que ele escreveu. O comunismo e a democracia são totalmente incompatíveis", comentou. De acordo com Bia Kicis, o petista dificilmente ganhará as eleições no segundo turno. "A não ser que aconteça algo inesperado ou uma fraude eleitoral. Acho que as pessoas viram que o plano da esquerda naufragou. Precisamos do liberalismo, e o Jair Bolsonaro (PSL) é o único presidente que acena em tirar o poder de si para distribuir para todo o Brasil", apontou.

Bia Kicis, que recebeu 86.415 votos, ficando atrás apenas de Flavia Arruda (PR) e Erika Kokay (PT) nas eleições para deputado federal, intitulou-se a "federal do Bolsonaro no DF" durante sua campanha. Caso o militar aposentado seja eleito, ela pretende ser uma das líderes do governo de Bolsonaro em Brasília. 

"Minha postura será firme. Entrarei na Câmara representando as mulheres que não se sentem representadas por outras parlamentares do Congresso Nacional. Representarei a dona de casa, a empresária, a mulher que batalha e zela pela família e que cuida dos filhos; e não as que vivem em busca de uma ideologia e que não correspondem aos anseios do governo brasileiro", afirmou.

Uma das intenções de Bia Kicis durante o seu mandato como federal é compor a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. "Quero atuar nas comissões. Acho que essa parte é muito importante, e as pessoas não dão grande valor. Tenho muito conhecimento e posso contribuir para a CCJ, pois gostaria de uma comissão mais ligada à questão de família", ressaltou a parlamentar. 

Revisão à lei do desarmamento e também da redução da maioridade penal serão duas bandeiras defendidas por Bia Kicis nos próximos quatro anos. "As pessoas que votam no Bolsonaro são avessas à violência. É preciso rever essas leis, pois elas foram feitas contra a vontade popular, em especial a do desarmamento. Revogá-la seria respeitar a vontade do povo, mas podemos fazer alterações desde que atendam à necessidade das pessoas que estão em casa. Todos têm o direito natural de defender a vida. O direito à vida é um direito inerente, a política não pode mexer nisso", lembrou.

Ainda segundo Bia Kicis, um dos seus objetivos será lutar contra a ideologia de gênero nas escolas. "Mas isso não quer dizer que eu sou homofóbica, até porque o meu mandato é da inclusão. Sou pessoa que luta pelo respeito", destacou.

Imparcialidade no DF

 
Seguindo a linha do candidato do seu partido na corrida para o Palácio do Buriti — General Paulo Chagas —, Bia Kicis não vai declarar apoio a nenhum dos concorrentes que estão no segundo turno — Ibaneis Rocha (MDB) e Rodrigo Rollemberg (PSB). "Não tenho afinidade com nenhum dos dois. Até mesmo como eleitora, não sei qual será o meu voto. Estou observando e decidirei daqui uns dias", analisou. 
 
Procuradora do Distrito Federal por 24 anos, Bia Kicis classificou a proposta de reajuste salarial para servidores públicos, pautado por ambos os candidatos, como uma medida equivocada. "O melhor para todos os cidadãos do DF, incluindo os funcionários públicos, é que se promovam políticas de desburocratização, para que mais pessoas possam investir e ter chance na iniciativa privada. Em um país que tem 14 milhões de desempregados, nós que já temos emprego de forma estável não temos que ir atrás de reajustes. Temos que ajudar a cuidar do Brasil e de quem não tem emprego", completou.

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