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Correio Braziliense

Vazamento de óleo combustível de um posto contamina Lago Paranoá

A contaminação ocorreu próximo a Ponte JK. Ao lado do espelho d'água há um posto de gasolina. O incidente teria acontecido durante abastecimento de uma embarcação


postado em 23/10/2018 13:55 / atualizado em 23/10/2018 19:30

Técnicos do Ibram instalam espuma para conter o vazamento no Lago Paranoá(foto: Marília Lima/CB/DA.Press)
Técnicos do Ibram instalam espuma para conter o vazamento no Lago Paranoá (foto: Marília Lima/CB/DA.Press)
Um vazamento de óleo de combustível atingiu parte do Lago Paranoá. A contaminação ocorreu no Setor de Clubes Sul, próximo à Ponte JK, quando uma lancha de propriedade particular abastecia no Posto Ipiranga que fica às margens do espelho d'água. 
 
Segundo o diretor da Diretoria de Riscos e Emergências do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Sandro Antonio de Lima, a embarcação apresentou problema no tanque de combustível e lançou óleo diesel no Lago. "O produto chegou até o porão da embarcação que tem um dispositivo que lança para fora o líquido para o barco não afundar. Foi o que aconteceu e cerca de 200 litros de diesel foram lançados no Lago", explicou
 
Na manhã desta terça-feira (23/10) técnicos do Ibram e militares do Corpo de Bombeiros fizeram um voo com drones para verificar se há outras manchas de óleo no Lago, mas foi descartada. A operação para conter o óleo diesel ocorreu em torno de 400 metros do posto. "A partir de agora vamos monitorar definindo pontos da área atingida para fazer amostragem de concentração de combustível na água", ressaltou o técnico do Ibram. 
 
Ver galeria . 10 Fotos Marília Lima/CB/DA.Press
(foto: Marília Lima/CB/DA.Press )
 
 
Apesar da contaminação, Sandro esclareceu a proporção do incidente como "irrisória" ao meio ambiente. "A capacidade de depuração do Lago é grande, até pelo movimento da água e pela chuva. Não houve nenhum impacto na fauna nem constatamos morte de peixes. O que ocorreu foi uma disseminação fina de diesel na água, mas nada forte para impregnar a fauna e a flora", ressaltou. 

Os trabalhos da empresa contratada para conter o óleo diesel ficou cerca de R$ 200 mil. Por enquanto, a empresa segurada do posto está arcando com os valores, mas os gastos devem ser pagos pelo proprietário da lancha que ainda não foi encontrado. 
 
O incidente aconteceu na manhã de sábado (20/10). No entanto, segundo Sandro, os responsáveis pelo posto de gasolina só acionaram os bombeiros no domingo de manhã (21/10) quando a operação de contenção do combustível no Lago começou. "Os bombeiros avisaram o Ibram e o próprio posto contratou uma empresa emergencial que começou a implantar medidas de contenção do combustível", esclareceu. 

Equipes da empresa DMS Ambiental instalaram barreira de absorção até 20 metros do espelho d'água e técnicos aplicaram um composto orgânico, chamado turfa, para fazer a absorção do combustível. "É um produto que aplica-se no local, espera o combustível reagir e succiona", explicou Sandro.   
 
A embarcação que jorrou óleo diesel no Lago Paranoá custa cerca de R$ 1,5 milhão. Trata-se de uma lancha com capacidade para 20 pessoas, consideradas uma das maiores de Brasília. O modelo é uma Cimitarra 500, de 50 pés chamada Antonela. 
 

Investigação 


A Polícia Civil iniciou as investigações para identificar e responsabilizar os culpados pelo ocorrido. O Instituto de Criminalística da Polícia Civil realizou perícia neste fim de semana. "Após a avaliação dos impactos e o resultado das investigações, o Ibram e a Polícia Civil farão as devidas autuações administrativas e posterior abertura de inquérito", informou o Ibram.
  
Em nota, a empresa Ipiranga informou que foi informada pelo Posto Revendedor sobre o vazamento no Lago Paranoá, mas alegou que o incidente ocorreu "por um problema de manutenção do sistema de armazenamento de combustível da referida embarcação."
 
A empresa ainda defendeu que o posto seguiu o protocolo de segurança recomendado para essas situações e prestou auxílio ao proprietário da embarcação, além de ter comunicado o caso ao órgão ambiental competente. "Também segundo o Posto Revendedor, após a comprovação das providências de contenção e recolhimento do combustível, o órgão ambiental já teria liberado o local”, esclareceu.
 

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