Publicidade

Correio Braziliense

Plataforma superior da Rodoviária é liberada após 28 dias de interdição

O espaço estava interditado desde 10 de outubro, quando funcionários de uma empresa que prestava serviços para a operadora Vivo romperam cabos de sustentação de uma viga que sustenta a estrutura


postado em 07/11/2018 18:46 / atualizado em 07/11/2018 18:46

Com a interdição, quatro linhas de ônibus foram afetadas, com destino a Gama, Planaltina e Santa Maria(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Com a interdição, quatro linhas de ônibus foram afetadas, com destino a Gama, Planaltina e Santa Maria (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
A plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto foi liberada pela Defesa Civil na manhã desta quarta-feira (7/11). De acordo com relatório técnico apresentado e verificado pela equipe de engenharia da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), a estrutura não apresenta riscos e as atividades podem voltar ao normal. A Polícia Militar ficou responsável por controlar o trânsito durante o desbloqueio. 

O local precisou ser fechado após o rompimento de cabos de sustentação de uma viga da estrutura durante serviço prestado por empresa terceirizada para a operadora de telefonia Vivo, em 10 de outubro.  Os cabos rompidos não abalaram a estrutura, que ainda tem estabilidade para suportar as cargas previstas no projeto original. 

Com a interdição, quatro linhas de ônibus foram afetadas: 0.620 e 620.1, com destino a Planaltina; 2.302, com destino ao Gama, e a 2.202, para Santa Maria. Segundo o DFTrans, com a liberação da plataforma e assim que for realizada a limpeza e desobstrução do espaço, as linhas voltarão a funcionar em seu local de origem.
 
Roberto Mendes, 53, relata que as obras na Rodoviária do Plano Piloto vêm causando muito transtorno. Ele é usuário da linha 620, de Planaltina, uma das afetadas após o início da reforma. “Os ônibus foram deslocados para a parada em frente à parte superior, ou seja, no viaduto. Tem muita gente no horário de pico, o que causa longas filas. O pior é que, quando chove, as pessoas ficam na chuva. Colocaram uma pequena proteção de lona, mas não é suficiente”, reclama.
 
A fibra ótica utilizada no local seria para a instalação de torres de internet sem fio. Porém, durante o serviço, um dos funcionários teria usado uma furadeira da maneira errada, o que levou ao rompimento de 15% dos 60 cabos que sustentam a estrutura. 

Reparos na estrutura danificada

 
A partir da liberação do local, uma empresa contratada pela Vivo começará os reparos pontuais dos cabos com o preenchimento da área danificada com argamassa. O procedimento não implicará em nova interdição da plataforma superior. A previsão de conclusão é de uma semana, após iniciado o processo. 

O valor das obras não foi informado, mas, segundo o presidente da Nocacap, Júlio Menegotto, o custo é baixo, por ser uma intervenção simples, e será pago pela operadora de telefonia. “A Rodoviária está em perfeitas condições de uso e está 100% segura”, garantiu o presidente da Novacap em entrevista na última semana. O processo de possível aplicação de multas fica a cargo da Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF).
 

Reforma desde 2014

 
A intervenção para os reparos dos cabos rompidos não tem relação com a reforma da Rodoviária, que começou em agosto de 2014, com previsão de conclusão em junho de 2019. O objetivo é a recuperação e revitalização das plataformas e demais áreas internas, e a adequação às normas de acessibilidade. O valor de investimento é de R$ 36,5 milhões. Até o momento, 40% das obras estão concluídas e a Plataforma A entregue.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade