Publicidade

Correio Braziliense

Motorista embriagado é condenado a 12 anos de prisão por matar pedestre

Renato Pereira Ribeiro foi condenado por homicídio doloso por atropelar e matar Giane Tavares Gama, 43 anos


postado em 08/11/2018 22:25 / atualizado em 08/11/2018 22:23

Acidente aconteceu em 1º de junho de 2012, em Taguatinga Norte(foto: Antonio Cunha/Esp. CB/DAPress)
Acidente aconteceu em 1º de junho de 2012, em Taguatinga Norte (foto: Antonio Cunha/Esp. CB/DAPress)
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) condenou, na última quarta-feira (7/11), Renato Pereira Ribeiro por homicídio doloso envolvendo embriaguez no trânsito. A pena privativa de liberdade foi fixada em 12 anos de reclusão em regime fechado. Cabe recurso da decisão.

Renato Pereira Ribeiro foi acusado de atropelar e matar Giane Tavares Gama, 43 anos. Na ocasião, a vítima estava saindo do trabalho quando foi atingida pelo Siena conduzido por ele, em alta velocidade. Apesar do caso ter ocorrido em 2012, a condenação só foi publicada nesta quinta-feira (8/11).
 
Como consta nos autos do processo, testemunhas contam que após dirigir na contramão em alta velocidade e atropelar Giane, Renato debochou da vítima. "Não obstante ao gravíssimo resultado de sua conduta, ainda, naquele local o denunciado passou a rir de seu feito, debochando da morte ocasionada". 
 
Ainda segundo o processo, Renato Pereira havia se envolvido em outros dois acidentes - nos três, ele estava sob o efeito de álcool. O juiz Guilherme Marra Toledo, considerando o histórico do réu, registrou que os elementos constantes dos autos permitem concluir que Renato, solto, pode dirigir embriagado e colocar em risco a vida de outras pessoas novamente.
 
Esse é um caso atípico por se tratar de uma condenação por homicídio doloso no trânsito. “Casos como esse ainda são uma novidade, embora estejam se tornando mais comuns. A ideia é que cada vez mais as mortes que acontecem em decorrência de embriaguez sejam criminalizadas para proteger toda a sociedade e fazer com que a população se sinta segura no trânsito”, afirma a advogada do escritório Peixoto e Gonçalves, especializado em direito no trânsito, Andrea Peixoto.
 
“A política criminal faz com que as leis de trânsito estejam mais preocupadas com a proteção social. A novidade dessa decisão é realmente pensar na segurança de todos”, completa a advogada.  
 

Relembre o caso

 
Em 1º de junho de 2012, em Taguatinga Norte, na EQNL 8/10, Renato Pereira dirigia pela contramão e em alta velocidade quando atropelou Giane Tavares Gama. Com o impacto, a vítima foi arremessada a uma distância de aproximadamente 15 metros e morreu local do acidente. Após o fato, o autor colidiu com dois veículos.
 
Renato Pereira chegou a ser preso em flagrante, depois essa prisão foi convertida em preventiva. O júri reconheceu que o crime foi cometido com dolo eventual, quando o resultado é previsível e o autor assume o risco de matar.

Para o promotor de Justiça Luiz Fernando Guimarães de Almeida, o corpo de jurados de Taguatinga deu uma importante resposta à sociedade. “Fica o alerta aos condutores de que a comunidade não tolera que vidas continuem a ser tiradas por motoristas irresponsáveis e indiferentes aos riscos que podem causar nas ruas”, enfatizou.
 
 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade