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Correio Braziliense

"Quero aproximar a corporação da sociedade", diz futura comandante da PMDF

Primeira mulher a assumir o cargo, a coronel Sheyla Soares Sampaio participou de uma entrevista ao vivo no Facebook do Correio nesta quinta


postado em 08/11/2018 20:40 / atualizado em 08/11/2018 20:40

(foto: Wallace Martins/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Wallace Martins/Esp. CB/D.A Press)
 
A futura comandante da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) — e primeira mulher a assumir o cargo —, coronel Sheyla Soares Sampaio, afirmou que um de seus objetivos no novo cargo será aproximar a corporação da sociedade. A afirmação foi feita em entrevista ao Correio, transmitida ao vivo pelo Facebook do jornal (confira a íntegra abaixo). Sheyla foi anunciada como nova comandante da PMDF pelo governador eleito, Ibaneis Rocha (MDB) na noite da última quarta-feira (7/11).

Questionada sobre a sensação de insegurança presente na rotina dos brasilienses — apesar das estatísticas da Secretaria de Segurança Pública (SSP) mostrarem uma redução da criminalidade no DF —, Sampaio disse que tem como proposta manter a redução dos índices.  Ela falou que pretende "aproximar mais a Polícia Militar da Sociedade". "Nada impede que aquele policial dentro da viatura faça esse trabalho de aproximação da comunidade, do comércio, que ele desça da viatura, converse, tenha contato com líderes comunitários", acrescentou. 

Em relação à possibilidade de resgatar o policiamento em duplas, esquema conhecido como Cosme e Damião, a futura comandante reconheceu a efetividade da proposta, mas disse que, diante da realidade e do efetivo atual da corporação (estimado em 11 mil pessoas), não poderia firmar esse compromisso. 

A coronel enfatizou que, internamente, pretende valorizar os policiais militares, dando atenção especial à saúde deles e dos dependentes. "O interesse prioritário é fazer o centro médico funcionar em toda a sua capacidade", destacou.

Aos 46 anos, e há 27 na PMDF, Sheyla falou ainda sobre sua trajetória. Triatleta, ela entrou na corporação enquanto cursava Educação Física na Universidade de Brasília (UnB) e, inclusive, credita sua aprovação no concurso às capacidades físicas. A coronel também rechaçou a possibilidade de ter sido escolhida para o cargo apenas por ser mulher: "Tenho certeza que isso não foi uma mera escolha pelo gênero feminino, mas, sim, por todo o trabalho que eu desempenhei ao longo da minha carreira".
 

Confira a entrevista na íntegra:

 

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