Publicidade

Correio Braziliense

Equipe de Ibaneis deve tratar a segurança pública com prioridade

Com quatro nomes definidos para o setor, a equipe do governador eleito do DF, Ibaneis Rocha, estabelece o combate aos crimes contra o patrimônio, a pacificação das corporações e a abertura integral das delegacias como desafio inicial


postado em 13/11/2018 06:00 / atualizado em 13/11/2018 11:11

Governador eleito do DF Ibaneis Rocha(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Governador eleito do DF Ibaneis Rocha (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Um dos temais mais sensíveis à população do Distrito Federal, a segurança pública será um dos maiores desafios que a equipe do governador eleito do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), precisará enfrentar nos próximos quatro anos. Pacificar a relação entre corporações, reduzir índices de criminalidade e retomar o funcionamento 24h de todas as delegacias são alguns dos compromissos assumidos pelo advogado durante a campanha eleitoral. Tratada como prioridade, a área teve quase toda a cúpula definida nas duas primeiras semanas de transição.

O último nome anunciado foi o do deputado federal Laerte Bessa (PR), que comandará o Gabinete de Segurança Institucional (GSI). As atribuições do novo órgão, além de gerenciar a segurança do governador, estão em processo de definição, mas Bessa garante que haverá um trabalho conjunto com toda as áreas da segurança pública. “Hoje, a segurança no DF está um caos. Temos de juntar todo mundo e resgatar a dignidade só setor no DF e dos nossos policiais”, afirma. A criação do GSI, no entanto, causou polêmica e foi o motivo da briga entre Bessa e o deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF) na segunda-feira na Câmara. Os dois quase chegaram às vias de fato.

Futuro secretário de segurança pública, o delegado da Polícia Federal Anderson Torres também classifica o funcionamento integral de todas as delegacias e a valorização dos profissionais da área como prioritários. Ele alerta que, no entanto, a abertura das unidades policiais 24h fará crescer total de ocorrências, no primeiro momento, e consequentemente, pode dar a impressão de que houve aumento da criminalidade. “Isso dará a sensação de que o crime aumentou, mas nós prestaremos um serviço melhor para a sociedade”, opina (leia Quatro perguntas para).

O combate aos delitos contra o patrimônio, como roubos e furtos, também terá atenção especial no início do mandato, segundo o futuro chefe da pasta. “Tenho percebido um aumento muito grande desses crimes. Em especial, a questão de roubos de celular, ocasionando, inclusive, latrocínios”, explica. A saída, segundo Anderson, é o investimento na investigação de indivíduos e organizações envolvidos com a prática. “É preciso acabar com as quadrilhas que estão atuando nesse sistema, tanto as que furtam e roubam quanto as que recebem o produto. No primeiro momento, vamos trabalhar isso com as polícias e reprimir pesadamente esse tipo”, adianta.

Outro ponto destacado pelo futuro secretário é a pacificação da relação entre as corporações do Distrito Federal. Integração será palavra-chave no próximo governo, que atuará para acabar com as brigas entre PMs, bombeiros e policiais civis, que envolvem, entre outras questões, diferenças salariais. “Vamos procurar onde estão esses problemas entre as instituições, aparar essas arestas e trabalhar em conjunto.”

Professor e especialista em segurança pública pela Universidade Católica de Brasília (UCB), Nelson Gonçalves avalia que a integração entre as corporações é, de fato, um dos pontos fundamentais para melhoria da área. “O governo tem de criar condições adequadas de articulação com a PM e a Polícia Civil para evitar esses conflitos e cizânias. Isso contribuiria para uma atuação melhor”, avalia.

O especialista destaca também a necessidade de ampliar o acesso ao sistema de segurança para todas as regiões. A abertura de mais delegacias e o funcionamento integral delas é uma das soluções para o problema, na visão de Gonçalves. “A segurança precisa ser abrangente o suficiente para alcançar o máximo da população e não ficar restrita a determinadas áreas. Não faz sentido a população ter de se deslocar muito para registrar um crime”, argumenta.

A equipe

Veja os nomes escolhidos por Ibaneis Rocha até agora para a área da segurança

Anderson Torres, secretário de Segurança Pública
Delegado da Polícia Federal, Anderson atuava como chefe de gabinete do deputado federal Fernando Francischini (PSL-PR), ligado ao presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Ele também passou pela Polícia Civil, onde exerceu a profissão de papiloscopista.

Laerte Bessa, chefe do Gabinete de Segurança Institucional
Deputado federal pelo PR, Bessa é delegado aposentado da Polícia Civil, bacharel em direito e foi diretor-geral da Polícia Civil por quase 8 anos. Na Câmara, presidiu a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. Ele tentou uma vaga na Câmara dos Deputados nestas eleições, mas não conseguiu ser reeleito.

Robson Cândido, diretor-geral da Polícia Civil
Delegado-chefe da 11ª Delegacia de Polícia (Núcleo Bandeirante), Robson Cândido foi o primeiro na lista tríplice elaborada por delegados, com 242 votos. Assim como governadores anteriores, Ibaneis Rocha respeitou a vontade da categoria para a direção-geral da corporação.

Sheyla Soares Sampaio, comandante-geral da Polícia Militar
A coronel será a primeira mulher a assumir o comando-geral da PMDF. Ela chefia o Policiamento Regional Sul II, responsável por Núcleo Bandeirante, Recanto das Emas e Riacho Fundo 1 e 2. Passou no curso de formação de oficiais como primeira colocada em 1994 e está na corporação há 27 anos.

Ibaneis visita o Ministério das Cidades

Após descansar alguns dias em Corrente, no Piauí, o governador eleito do DF, Ibaneis Rocha (MDB), se reuniu ontem à tarde com o ministro das Cidades, Alexandre Baldy. Na pauta, obras no DF executadas em parceria com o governo federal. Segundo o mapeamento, dos 51 contratos de obras na capital, orçados em quase R$ 4,5 bilhões, 13 estão em andamento. Os futuros secretários de Obras, Izídio Santos; e de Fazenda, André Clemente; e a deputada federal eleita Celina Leão participaram do encontro.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade