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Correio Braziliense

Comércio espera Natal promissor, com mais de 10% de aumento nas vendas

Comerciantes do Distrito Federal esperam melhora nas vendas do período em comparação ao ano anterior. Em entrevista ao Correio, representante da entidade afirma que transição nos governos local e federal é vista com otimismo por empresários


postado em 02/12/2018 07:00 / atualizado em 01/12/2018 22:03


O Natal promete impulsionar o comércio no Distrito Federal. A expectativa deste ano é positiva e as vendas devem crescer 12,95% em comparação a 2017, de acordo com pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio). Após a Black Friday de sucesso na capital, que injetou mais de R$ 80 milhões na economia local, a tendência é de que as vendas continuem a crescer. 

Em entrevista ao Correio, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista do DF (Sindivarejista-DF), Edson de Castro, explica como o atual cenário político impacta nas compras de fim de ano. Além disso, revela quais serão os produtos mais procurados pelos brasilienses e a forma de pagamento mais utilizada.

Movimentação no comércio da cidade(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
Movimentação no comércio da cidade (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)


Qual a expectativa de vendas para o Natal deste ano?

As expectativas são muito positivas. O crescimento este ano é bem favorável em comparação aos outros anos.

Quais fatores influenciaram a expectativa positiva nas vendas?
O que mais vai influenciar as vendas no Natal vai ser a mudança de governador do Distrito Federal e a de presidente. Isso porque muitos funcionários públicos aguardavam essas alterações e alguns comissionados estavam com medo de perder o emprego. Antes do resultado, a economia estava se retraindo.

A incerteza na economia para os próximos quatro anos pode se refletir no mercado do Distrito Federal?
As pessoas colocam esperança nesse novo governo federal. Elas esperam mais empregos e crescimento das indústrias. No Distrito Federal, a esperança é de que os impostos caiam. Tudo isso faz com que ele (empresário) realmente invista e atraia o consumidor. Em Brasília, outro ponto que aumenta a confiança do consumidor é a esperança de que, com o novo governo, o salário deles aumente.

O cenário político atual contribui para aumentar a confiança do consumidor?
O cenário político atual aumenta a confiança do consumidor. A esperança em relação ao futuro do país influencia muito em investimento. Antes, estavam todos com medo do resultado das eleições e, agora, não têm mais essa preocupação. Os empresários estão investindo. Depois do Black Friday, a gente viu as lojas cheias e os shoppings movimentados.

O Black Friday influencia nas vendas de Natal? 
Sim, mas o que influencia mesmo são os preços. As pessoas querem comprar e algumas se anteciparam nas compras de Natal. Podemos dizer que o Black Friday é uma oportunidade para que as pessoas consumam produtos mais baratos, não tem como enganar o consumidor. No entanto, parte das compras do Black Friday são para consumo próprio, como eletrodomésticos e geladeiras. No Natal, o foco são presentes, não tem como evitá-los.

Qual setor deve ter melhor resultado em vendas?
Este ano, como em todos os anteriores, o que mais se vende são sapatos. Sapato é um produto que agrada. Geralmente, todos nós precisamos dele. O segundo que mais vende é a perfumaria. As lojas desses produtos sempre ficam lotadas. Em terceiro, temos os chocolates, que são produtos mais baratos, para aquelas pessoas que estão com pouco dinheiro. Porém, todos os setores devem mostrar crescimento este ano. O de eletrodomésticos é um deles, que deve crescer 3% em 2018.

A partir de quando o comércio começa a se aquecer?
Isso já vem acontecendo. Depois do Black Friday, as lojas continuaram cheias. Quem aproveitou a data e abaixou o preço nas mercadorias vendeu.

Como as pessoas devem comprar este ano: dinheiro, cartão, parcelamento a longo ou curto prazo?
Noventa e cinco por cento das compras são feitas no cartão de crédito, de forma parcelada.

O brasiliense tem pagado em dia as contas ou a taxa de inadimplência está alta? Isso impacta nas vendas de Natal?
Fim de ano é uma coisa atípica, muitas pessoas buscam quitar suas dívidas. Há ações do Procon (Instituto de Defesa do Consumidor) para resolver esses problemas. Cerca de 30% dos brasilienses devem quitar suas dívidas este ano. Porém, isso não atrapalha nas vendas de Natal, porque as pessoas continuam comprando.

Como o 13° salário contribui para o aumento das vendas?

No Brasil, o 13° deve injetar mais de R$ 7 bilhões no comércio e isso reflete no Distrito Federal positivamente.

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