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Correio Braziliense

Dia de música e alegria no Hospital Regional da Asa Norte (Hran)

A Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional apresentou canções natalinas e músicas clássicas na unidade de saúde


postado em 06/12/2018 17:59 / atualizado em 06/12/2018 17:58

A apresentação da Orquestra faz parte do projeto Concertos na Saúde, que leva música a hospitais públicos do DF(foto: Thiago Melo/ CB press)
A apresentação da Orquestra faz parte do projeto Concertos na Saúde, que leva música a hospitais públicos do DF (foto: Thiago Melo/ CB press)
Na manhã desta quinta-feira (6/12), quem estava no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) ouviu um som diferente. Entre violinos, violoncelos, trombones e tambores, visitantes, pacientes e servidores acompanharam a apresentação da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional.

No repertório, canções natalinas e tradicionais de Beethoven e Tchaikovsky e outras músicas clássicas. A apresentação da orquestra faz parte do projeto Concertos da Saúde, que passou por 14 hospitais públicos do DF. A performance, feita no corredor principal do prédio de internação, chamou a atenção. 

Alguns pacientes que nunca tinham descido para o local fizeram questão de ouvir e ver a orquestra de perto, um esforço que valeu a pena. Alaides Alves Camargo foi uma delas. A mulher, de 63 anos, é cadeirante e não segurou a emoção. Atenta aos movimentos do maestro, ela permaneceu no local até o fim da apresentação. "Ela tem vergonha de descer, de andar pelo hospital, mas, hoje, assim que ouviu a primeira canção, quis vir assistir", contou a amiga de Alaíde, Gardênia de Sousa.

Alaides Alves Camargo, 63 anos, mesmo com a dificuldade de locomoção, desceu até o corredor para assistir à apresentação musical. (foto: Thiago Melo/ CB press)
Alaides Alves Camargo, 63 anos, mesmo com a dificuldade de locomoção, desceu até o corredor para assistir à apresentação musical. (foto: Thiago Melo/ CB press)
Daniel Francisco dos Santos, 66, também paciente do Hran, chamou a filha e um amigo para descerem até o corredor da apresentação. "Aqui, tem tanta gente triste, né? Quando acontece uma apresentação como essa, a gente se alegra, até esquece a doença", disse Daniel Francisco.

Tânia da Fonseca, 42, que, na próxima semana fará a última sessão de quimioterapia no hospital, disse que "a música cura". Ela e a irmã desceram para o corredor assim que ouviram os primeiros acordes da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional.
 
Após o fim da apresentação principal, grupos de músicos fizeram apresentações individuais em várias partes do Hran(foto: Thiago Melo/ CB press)
Após o fim da apresentação principal, grupos de músicos fizeram apresentações individuais em várias partes do Hran (foto: Thiago Melo/ CB press)
 
 
Concertos da Saúde

O projeto Concertos da Saúde é uma iniciativa da Secretaria de Saúde e da Secretaria de Cultura. A apresentação da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional passou por 14 hospitais que integram a rede pública do DF, entre eles o Hospital da Criança, o Hospital de Base e o Hospital Materno-Infantil (Hmib), na Asa Sul. A apresentação desta quinta-feira foi a última do ano. A performance também fez parte da semana de comemoração dos 34 anos de fundação do Hran.

Para a diretora administrativa da Região Central, Suzi Galdino dos Santos, o Concertos da Saúde representa um remédio para quem está internado no hospital ou para aqueles que trabalham no ambiente. "A música ultrapassa várias barreiras. Ela é um dos melhores remédios para o corpo e para a alma. Geralmente, as pessoas buscam uma unidade hospitalar em momento de dor e de sofrimento, mas, hoje, estamos aqui para melhorar ou pelo menos diminuir o sofrimento através da música", afirmou Suzy.

O secretário adjunto de Saúde, Marcus Quito, destacou a importância de levar a música a ambientes em que pessoas vivem sob tensão. Ele disse ainda que a receptividade foi muito positiva nos hospitais onde ocorreu a apresentação da orquestra. "A gente pensou em uma iniciativa de levar um pouco de alegria, de emoção e de felicidade por meio da música", disse Marcus. 

O maestro Cláudio Cohen, responsável pela Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, destacou o poder da música em locais onde pacientes e visitantes só esperam encontrar tristeza e lembrou da satisfação dos próprios músicos ao mostrarem o trabalho que realizam. "Essas pessoas estão vivendo um momento de dor, e a música é um alívio para elas. Os músicos ficam sempre muito felizes de dar essa contribuição", ressaltou Claúdio.

Após a apresentação principal, quartetos e quintetos de músicos fizeram apresentações individuais em vários locais do Hran, entre eles, na entrada do Ambulatório.
 
Estagiário sob a supervisão de Guilherme Goulart 

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