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Correio Braziliense

Crime da 113 Sul: STJ adia julgamento de recurso de Adriana Villela

No recurso, a defesa de Adriana tenta extinguir a decisão da Justiça do DF que determinou o julgamento da ré pelo Tribunal do Júri. Na prática, se o STJ acatar o pedido dos advogados, o processo recomeça


postado em 06/12/2018 18:38

Adriana Villela é suspeita de ser a mandante, em 2009, do assassinato do pai %u2014 ex-ministro TSE %u2014, da mãe e da empregada doméstica(foto: Daniel Ferreira/CB/D.A Press)
Adriana Villela é suspeita de ser a mandante, em 2009, do assassinato do pai %u2014 ex-ministro TSE %u2014, da mãe e da empregada doméstica (foto: Daniel Ferreira/CB/D.A Press)

 
A 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) adiou para fevereiro a avaliação do recurso de Adriana Villela, prevista para esta quinta-feira (6/12), devido à “complexidade do processo”, segundo a assessoria de comunicação da Corte. Suspeita de ser a mandante, em 2009, do assassinato do pai — ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) —, da mãe e da empregada doméstica, a arquiteta responde por homicídio triplamente qualificado: por motivo torpe, emprego de meio cruel e de forma que dificultou a defesa das vítimas. O caso ficou conhecido como “crime da 113 Sul”.

A Corte não havia justificado a retirada do item da pauta até a última atualização desta reportagem. No recurso, a defesa de Adriana tenta extinguir a decisão da Justiça do DF que determinou o julgamento da ré pelo Tribunal do Júri. Na prática, se o STJ acatar o pedido dos advogados, o processo recomeça.

À época do crime, o ex-ministro e advogado José Guilherme Villela, a também advogada Maria Villela e a funcionária da casa, Francisca Nascimento Silva, foram mortos a facadas no apartamento da Asa Sul. Os três assassinos — Leonardo Campos Alves, Francisco Mairlon e Paulo Cardoso Santana — estão presos no Complexo Penitenciário da Papuda. Juntas, as penas somam 177 anos.

Filha única do casal, Adriana vive em liberdade no Rio de Janeiro desde o crime, tentando escapar de um julgamento no Tribunal do Júri por meio de diversos recursos. Para isso, conta com a ajuda da defesa de um dos principais — e mais caros — criminalistas do país, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. 

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