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Correio Braziliense

Cerca de 700 mil pessoas irão às compras amanhã e terça-feira no DF

Cerca de 700 mil pessoas irão às compras amanhã e terça-feira, no Distrito Federal, segundo o Sindivarejista. Vendas devem aumentar 12,95% em relação ao ano passado, estima a Fecomércio-DF


postado em 23/12/2018 08:00

(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)


Faltando dois dias para o Natal, muita gente corria atrás dos presentes para colocar embaixo da árvore. Quem deixou para a última hora enfrentou filas. Os shopping estavam lotados ontem. A data é a que mais movimenta a economia brasileira, seguido do Dia das Mães. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF) estima um crescimento de 12,95% nas vendas de dezembro de 2018, em relação ao ano passado.

Uma pesquisa feita pela entidade com 404 consumidores entre 18 e 60 anos indicou que 66,1% dos entrevistados têm intenção de presentear, contra 17,1% que não querem e 16,8% que ainda não sabem. Os principais motivos para não comprar são as dificuldades financeiras.

A cabeleireira Mirtes Oliveira, 65 anos, saiu de casa ontem e foi a um shopping para garantir lembrancinhas para a família toda. “O do meu filho foi o mais difícil, mas encontrei uma bermuda. Acho que gastei uns R$ 600 em presentes para a família inteira, principalmente com roupas”, disse.

O brasiliense deve gastar, em média, R$ 389,79, com presentes de Natal, segundo a Fecomércio. Mais da metade dos compradores vai comprar à vista. As irmãs Vera Gouveia, 58, e Marise Gouveia, 62, pagaram a maior parte dos presentes no débito. Para economizar, foram atrás de lojas com promoções e buscaram saber exatamente o que cada um quer ganhar. “As coisas estão muito caras, então separamos o dinheiro para gastar em cada um. Em vez de comprar besteira, escolhemos coisas úteis”, explicou Vera.

Ainda segundo a Fecomércio, peças de vestuários e acessórios são a preferência (77,3%), seguido de calçados (63%) e cosméticos e perfumaria (35,2%). Contudo, há outras opções para quem quer fugir do comum. O servidor público Claudio Perez, 42, optou por comprar os presentes dos sobrinhos em uma loja de jogos de tabuleiro da Asa Sul.

“É fácil presentear familiares porque eu já os conheço bem e vou direto na loja certa. Os preços de vestuário estão compatíveis com o ano passado, mas achei os jogos um pouco mais caros”, avalia. Soteropolitano, ele vai passar as festas de fim de ano com a família e quer comprar a maior parte dos presentes em Salvador. “Vou levar daqui só essas coisas mais específicas, até para não ir de mala muito cheia.”

A gerente da loja, Maria Eduarda dos Santos, explica que as vendas têm sido ótimas. “Alguns produtos esgotaram, nós repusemos e já estão acabando de novo. É um hobby que cresceu neste ano. Antes os jogos eram mais voltados a um público específico, mas agora as pessoas procuram mais”, afirma.

As irmãs Vera e Marise Gouveia foram às compras ontem: pagamento à vista(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press )
As irmãs Vera e Marise Gouveia foram às compras ontem: pagamento à vista (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press )


As irmãs Vera e Marise Gouveia foram às compras ontem: pagamento à vista(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
As irmãs Vera e Marise Gouveia foram às compras ontem: pagamento à vista (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)


Movimento

Um pouco menos positivista do que a Fecomércio, o Sindicato do Comércio Varejista do DF (Sindivarejista) estima crescimento de 6% nas vendas. No mesmo período do ano passado, o crescimento foi de 3%, segundo o presidente da entidade, Edson de Castro. Ele diz que cerca de 700 mil pessoas irão às compras amanhã e terça-feira. “Os principais shoppings da cidade estão recebendo uma média de 90 mil pessoas por dia. Esse Natal não vai ser de presentinhos. Celulares mais modernos e televisões de última geração estão sendo muito vendidos. Os vendedores estão positivos”, afirma Castro.

A bancária Ana Lúcia Espina, 51, tirou a tarde de sábado para comprar o que faltava, mas reconhece que algumas pessoas ficarão sem presente. “Não dá para comprar para todo mundo, os valores estão muito altos. É a era do amigo-oculto, em que só um ganha”, riu. “Até os vendedores comentam que muita gente chega à loja, experimenta e vai embora e é assim mesmo. A gente tem que comprar o que sabe que vai dar conta de pagar”.


Consumidores
Uma pesquisa realizada com 404 brasilienses entre 18 e 60 anos traça a expectativa de vendas para o Natal:

Itens preferidos 
» Vestuário e acessórios: 77,3%
» Calçados: 63%
» Cosméticos e perfumaria: 35,2%

Intenção de presentear

» 66,1% dos vão comprar presentes
» 17,1% não têm intenção
» 16,8% ainda não se decidiram

* Pesquisa realizada pela Fecomércio-DF
 
 
 
 

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