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Correio Braziliense

Você sabe como era o réveillon nos primeiros anos de Brasília? Veja fotos!

O Correio resgatou relatos das festas da capital desde os anos 1960


postado em 31/12/2018 13:12 / atualizado em 31/12/2018 14:27

A festa de réveillon na Bancrevia em 1977(foto: Luiz Antônio/CB/D.A Press)
A festa de réveillon na Bancrevia em 1977 (foto: Luiz Antônio/CB/D.A Press)
As festas de réveillon em clubes e espaços públicos da cidade são mesmo a cara de Brasília. E a prática não é de hoje. Registros mostram que as festividades nesse estilo vêm de muitos anos atrás. Reportagens relatam a animação dos brasilienses na virada de ano desde os primeiros tempos da capital. 

No réveillon de 1962, uma reportagem do Correio mostrava o sucesso das festas, tanto as particulares, quanto as organizadas pela Prefeitura de Brasília. “Enorme massa popular se comprimiu na Estação Rodoviária e adjacências, a fim de apreciar a exibição dos artistas populares do Rio de Janeiro”, diz o texto. A festa na Estação Rodoviária reuniu mais de 10 mil pessoas e contou com shows de Dircinha Batista, Nora Ney, Jorge Gourlart, Black-Out, Carmélia Alves e Jackson do Pandeiro. 

Anos depois, em 1966, os clubes das cidades eram os queridinhos dos brasilienses durante a virada. Porém, o ponto alto das comemorações daquele ano foi no Hotel Nacional, que contou com a presença de importantes figuras da sociedade de Brasília. 

Já na virada de 1967 para 1968, o destaque foi a queima de fogos próximo à Catedral. “A Esplanada dos Ministérios foi iluminada por fogos de artifício, um show presenciado por uma imensa parte da população de Brasília que foi à Catedral para ver a iluminação da cruz, acionada diretamente do Vaticano, pelo Papa VI”, afirmou o jornal. 

Festa cara 

Naquela época, outras comemorações também ganhavam espaço nos noticiários. Para festejar o novo ano, a Embaixada do Japão reuniu a Colônia Japonesa radicada em Brasília. A cerimônia contou com hasteamento da bandeira nipônica e com o canto do Hino Nacional Japonês. A reportagem ressalta que a festa de congraçamento estava se tornando tradicional na capital e que, em 1967, reuniu cerca de 600 pessoas que trabalhavam por aqui. 

A virada de 1967 para 1968 também contou com as primeiras celebrações de grande porte para Iemanjá. À beira do lago, 1968 abriu a maior comemoração popular de passagem de ano verificada até então em Brasília. Organizado pela Associação dos Servidores Civis do Brasil e pela Federação Umbandista Espírita de Brasília, o evento reuniu centenas de figurantes e curiosos no local.
 
O réveillon não costumava ser uma festa muito barata. Segundo uma reportagem de 1968, foram gastos cerca de 30 milhões de cruzeiro velhos em refeições e bebidas na virada. A matéria ainda mostrou que acomemoração do ano-novo do Hotel Nacional, que contou a presença as figuras mais importantes, em termos econômicos, da cidade, foi a mais cara da capital. Naquele ano, o Iate e o Country Club fizeram festas restritas a associados e convidados. O Teatro Nacional também era uma opção para passar a virada e reunia pessoas de todas as classes.

Fogos valorizados 

Em 1969, não foi diferente. A Catedral foi palco de um show pirotécnico colorido. Um lindo céu estrelado deixou o cenário perfeito para lindas fotografias. “Uma multidão de milhares de pessoas estava nos arredores para, de perto, melhor apreciar o tradicional acontecimento, digno de uma tela de pintor”, afirmava a reportagem. 

A tradição da queima de fogos na Esplanada se manteve durante anos. No primeiro dia do ano 2000, o registro do show pirotécnico estampava a capa do jornal. Cerca de 100 mil pessoas assistiram à explosão de 3 toneladas de fogos de artifício, que durou 25 minutos. 

Hoje, com 58 anos, a capital ainda reúne a população para celebrar a passagem de ano, seja nas entrequadras, no estádio, seja nos clubes da cidade, Brasília jamais deixou de celebrar o ano que vem por aí.  

Em clima de posse

De quatro em quatro anos, as festas da virada dividem espaço com a organização da posse presidencial. Em 1961, o Correio Braziliense registrou, na primeira edição do ano, a limpeza do Palácio do Planalto para a posse de Jânio Quadros. O texto afirmava que 31 de dezembro de 1960 foi dia de retoques no prédio. “A poeira acumulada sobre o edifício, nos oito primeiros meses, como sede dos despachos presidenciais começou a ser retirada ainda ontem”, conta o texto.
 
Ver galeria . 4 Fotos Cedoc / CB / DA Press
(foto: Cedoc / CB / DA Press )
 
  

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