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Correio Braziliense

Em reunião com secretários, Ibaneis definirá ações emergenciais de pastas

Já durante a posse, que ocorreu ontem, uma das primeiras medidas do governador foi a exoneração de boa parte dos 16,6 mil comissionados do GDF


postado em 02/01/2019 06:00

Após a posse do secretariado na sede do Governo do Distrito Federal (GDF), o governador Ibaneis Rocha atravessou o Eixo Monumental e discursou na Praça do Buriti: popularidade (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press )
Após a posse do secretariado na sede do Governo do Distrito Federal (GDF), o governador Ibaneis Rocha atravessou o Eixo Monumental e discursou na Praça do Buriti: popularidade (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press )
 
A definição de prioridades do governo de Ibaneis Rocha (MDB) terá continuidade hoje com a primeira reunião do secretariado, às 14h30, na Residência Oficial de Águas Claras. Ontem, na posse, foram determinadas ações emergenciais da nova gestão. Uma das primeiras medidas do governador foi a exoneração de boa parte dos 16,6 mil comissionados do GDF, por meio de um decreto publicado em edição especial do Diário Oficial do DF. Apenas comissionados de instituições e órgãos como as polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Procuradoria-Geral do DF, Controladoria-Geral, Iprev, Casa Civil e Casa Militar ficaram no cargo.

Outra área que receberá atenção especial é a Saúde. Para cumprir a promessa de priorizar as melhorias no atendimento do sistema do Distrito Federal, o secretário da pasta, Osnei Okumoto, vai focar no aprimoramento da logística de distribuição de insumos e de medicamentos e na realização de mutirão de cirurgias. Nos próximos dias, a nova equipe fará um levantamento para definir quantos pacientes poderão ser operados pelo SUS. “Para os que não tivermos condições de atender, vamos recorrer à iniciativa privada para resolver o problema de todas as pessoas que estão aguardando há muito tempo por essas cirurgias”, adiantou Osnei.

Segundo o secretário, o Instituto Hospital de Base não será extinto, mas o modelo sofrerá mudanças. “A questão foi bem-avaliada por nós. Ele continua operando normalmente como instituto. Agora, a gente vai dar a transparência que o governador sempre quis, com relação à marcação de procedimentos e à transparência em aquisições e compras. O instituto vai ser remodelado”, explicou Osnei. A melhoria na distribuição é outra meta. “A logística necessita de adequação para que a gente possa disponibilizar todos os insumos e medicamentos à população e não haver a demora na marcação de cirurgias, que são tão necessárias”, acrescentou.

Gastos

O aumento da arrecadação e o corte de gastos também estão entre as medidas emergenciais do novo governo. O secretário André Clemente afirmou que a equipe vai privilegiar uma radiografia nas contas. “A prioridade é identificar os gastos que estão extrapolados, fazer os cortes necessários e garantir a programação da receita ao longo do ano, independentemente de termos Lei Orçamentária aprovada. Em seguida, vamos levantar os contratos que estão sem pagamentos para que possam ser programados”, detalhou Clemente.

Sobre a promessa de campanha de Ibaneis de assegurar a paridade de policiais civis com a Polícia Federal, o secretário de Fazenda evitou falar em previsões. “Todas as despesas do DF precisam ser programadas, assim como os reajustes. Não tem data, essa é uma negociação exclusivamente entre o governador, os secretários de Segurança e de Fazenda”, resumiu Clemente.

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