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Correio Braziliense

Rollemberg defenderá legado da gestão à frente do Governo do DF

Sem mandato pela primeira vez em 12 anos, o socialista não deve fazer oposição sistemática a Ibaneis Rocha. Mas, afirmando ter deixando uma capital muito melhor do que a que recebeu, o ex-governador promete defender os feitos da sua gestão


postado em 02/01/2019 06:00 / atualizado em 01/01/2019 23:31

Rollemberg com a mulher e integrantes do governo, no Palácio do Buriti (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press )
Rollemberg com a mulher e integrantes do governo, no Palácio do Buriti (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press )


No discurso da posse como chefe do Palácio do Buriti, em 2015, Rodrigo Rollemberg (PSB) disse que seu maior desafio seria vencer o que classificou como “o maior desequilíbrio econômico e financeiro da história do Distrito Federal”. Ele ainda adiantou, à época, traços do perfil da gestão ao alegar que não se voltaria “apenas para as regiões mais ricas e para os que vivem na área central da cidade”. Despediu-se, ontem, com sentimento de vitória, como descreveu nas redes sociais. O texto elenca legados, como o saneamento das contas, a desobstrução da Orla do Lago Paranoá e o enfrentamento à crise hídrica.

Após a transmissão da faixa de governador, Rollemberg almoçou com integrantes da equipe em um restaurante da Asa Norte. Os planos para os próximos dias incluem uma viagem de um mês ao Nordeste. Descanso incomum, se contadas as vezes em que embarcou para outras cidades a lazer. Devido à relação estremecida com o número dois da gestão, Renato Santana (PSD), o socialista não se sentia confiante em deixar vaga a cadeira do Palácio do Buriti, mesmo que por poucos dias. Em uma das poucas oportunidades em que o fez, nas férias de janeiro de 2017, teve de voltar às pressas para Brasília, após o então vice-governador criticá-lo na Câmara Legislativa pela revisão das tarifas do ônibus e do metrô.

Depois dos dias de recesso, o ex-governador volta ao Senado Federal. Servidor de carreira da Casa com a função de analista legislativo, ficará lotado na liderança do PSB, legenda a qual é filiado desde 1985. Deve participar com mais intensidade das articulações políticas do partido, que fará oposição ao presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). Ainda para o primeiro semestre, ele planeja uma viagem à Europa ao lado da mulher, Márcia Rollemberg.

A princípio, na esfera local, Rollemberg não deve realizar oposição sistemática ao governador Ibaneis Rocha (MDB), mas manterá o discurso em defesa do legado construído ao longo dos quatro anos. O ex-chefe do Buriti ficará sem mandato pela primeira vez em 12 anos. Ele estava no poder de forma ininterrupta desde 2007, quando assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados. Anos depois, elegeu-se senador ao lado de Cristovam Buarque (PPS) e, em 2015, chegou ao Executivo local. Antes disso, Rollemberg havia vencido a eleição de 1998 para deputado distrital.
 

“Cabeça erguida”

No adeus ao governo, Rollemberg afirmou que entregou uma cidade “muito melhor” do que a que recebeu. “Foi muito difícil. Em alguns momentos, cheguei a duvidar que conseguiríamos vencer os desafios tal a grandeza dos problemas. E estamos aqui, de cabeça erguida e de consciência tranquila, entregando uma cidade em paz. Uma cidade equilibrada,  economicamente e pronta pra se desenvolver sustentavelmente”, destacou, em carta publicada no Instagram. O último compromisso público como governador ocorreu no Recanto das Emas, com a entrega de 200 termos de ocupação do programa Lote Legal.

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