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Correio Braziliense

Grupos que extorquiam e ameaçavam travestis em Taguatinga são presos

As organizações eram rivais e mantinham as travestis sob constante ameaça, além de cobrarem pela utilização dos pontos onde eram prostituídas


postado em 09/01/2019 20:38 / atualizado em 10/01/2019 07:52

(foto: Caio Gomez/CB/D.A Press)
(foto: Caio Gomez/CB/D.A Press)
Os integrantes de organizações criminosas que extorquiam e exploravam sexualmente travestis cobrando pelo uso de pontos de prostituição em Taguatinga, foram condenados mediante denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A sentença foi tomada em 19 de dezembro do ano passado.

Júlia e Letícia, líderes de um dos grupos criminosos, recrutavam travestis do Distrito Federal e de outros lugares do país, levando-as para suas repúblicas e cobrando pela estadia e alimentação. Quem se recusasse a ficar no local deveria pagar pelo uso do ponto de prostituição. As travestis viviam sob constante ameaça por facas e armas de fogo, além de intimidação e força física. 

As líderes faziam rondas e contavam com a ajuda de olheiras para saber se os pontos estavam sendo usados por alguém que residia nas dependências do grupo, ou se as travestis recrutadas usavam o ponto sem autorização. 

Rivalidade


Além das constantes ameaças do próprio grupo, as travestis tinham ainda que lidar com outra organização, que pretendia tomar o território de Júlia e Letícia. Aline, Luan e Michele ameaçavam as vítimas com armas, caso não pagassem R$ 50 pelo uso do ponto, além de agredi-las por pertencerem ao outro grupo. 

Prisões

 
Júlio Werbert Lima Sousa, nome social Júlia, que liderava uma das organizações criminosas, foi condenado a 13 anos e 2 meses de reclusão. Sua parceira no esquema, Rodrigo Oliveira Santos, nome social Letícia, terá de cumprir 12 anos e 2 meses de reclusão.

Também foram condenados Rodrigo Jonas Gomes de Araújo, nome social Drica; Júlio César Neves de Souza, nome social Brenda; Rafael Rodrigues Natal, nome social Galisteu; Lucas Felipe de Brito, nome social Saleth ou Salete Brito; Carlos Henrique da Silva Machado, nome social Wanessa Lima; e Nabson Adriano de Abreu Alves, que executavam os crimes por determinação das líderes do esquema. Drica, Brenda e Galisteu foram condenadas a 11 anos e 4 meses de reclusão. Saleth ou Salete Brito, Wanessa Lima e Nabson receberam a pena de 9 anos e 4 meses de reclusão.

Para os integrantes da outra organização criminosa, Luan Carlos Santos Viana, Luís Carlos Santos Viana, nome social Aline, e Gemilson Barbosa de Oliveira, nome social Michele, a pena foi fixada em 1 ano de 4 meses de reclusão.
 
Com informações do MPDFT

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