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Correio Braziliense

GDF lança programa de combate à dengue e quer usar drone para avaliações

O anúncio foi feito em coletiva que contou com o secretário de Saúde, Osnei Okumoto, o coordenador de cidades, Gustavo Aires, e o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Coronel Emilson Ferreira


postado em 14/01/2019 16:16 / atualizado em 14/01/2019 18:11

Secretário de saúde divulgou ações para o combate ao Aedes aegypti na tarde desta segunda-feira(foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
Secretário de saúde divulgou ações para o combate ao Aedes aegypti na tarde desta segunda-feira (foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
 

O Governo do Distrito Federal lançou, nesta segunda-feira (14/1), um programa de combate e prevenção da dengue. O anúncio foi feito em coletiva que contou com o secretário de Saúde, Osnei Okumoto, o coordenador de cidades, Gustavo Aires, e o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Coronel Emilson Ferreira. 

 

Administradores regionais também participaram do lançamento. O programa é uma ação conjunta entre órgãos do governo para atividades de limpeza e de combate ao Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão da doença. Um total de 360 agentes de Vigilância em Saúde participarão das atividades.

 

Ver galeria . 5 Fotos Bárbara Cabral/Esp.CB/DA Press
(foto: Bárbara Cabral/Esp.CB/DA Press )
 

 

O GDF estuda também a utilização de drones para que sejam avaliados lotes fechados e que apresentem riscos, facilitando o processo de verificação e reduzindo as dificuldades para a análise. “Estamos verificando a legislação para ver qual é a melhor forma de se fazer isso”, explicou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Coronel Emilson.

“O problema da dengue foi  quase erradicado no Brasil e retornou posteriormente. As mortes ocorrem no país inteiro e cabe a nós, da saúde, diagnosticar isso e mostrar para a sociedade o perigo que é”, explicou o secretário Osnei Okumoto.

Ele explicou que há divergências nos dados relativos à doença no DF. Enquanto o número de casos prováveis apresentou queda de 40% em 2018, o número de residências com presença do mosquito cresceu 60% de 2013 a 2018. “Isso explica em parte pela subnotificação. Houve atendimento que não foi passado para a secretaria de Saúde”, diz o secretário.


O aumento da presença do mosquito nas residências se deve à falta de cuidados relativos à limpeza. Por isso, segundo o secretário, o programa contará com apoio das administrações regionais e do Corpo de Bombeiros. A ideia é, além de ações para limpeza e combate, conscientizar a população da necessidade de prevenção. “É uma questão que, desde a transição, nós tratamos. A intenção é que os administradores estejam participando, com os Bombeiros e agentes. A ideia é bater de casa em casa, falar com a população”, destacou o coordenador de Cidades, Gustavo Aires.

O programa conta com apoio também do Governo Federal. “O Ministério da Saúde também vem ajudando  e intensificando o combate. O DF recebeu 60 caminhonetes para o combate à dengue, para subsidiar ações dos Bombeiros e das administrações”, destacou o coordenador geral dos programas nacionais de controle e prevenção da Malária e das doenças transmitidas pelo Aedes, Divino Valero Martins.
Melhor momento para o combate

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, chegou ao fim da coletiva e conversou com a imprensa. Ele disse que pretende “erradicar essas doenças que são resultado também da falta de cuidado com a cidade”.

"As ações têm de ocorrer de forma organizada. Não adianta limpar  a cidade e reduzir filas de hospitais, se não tiver na base ações para combater essas doenças. Eu pedi medidas preventivas para cuidar disso. E nenhum momento melhor do que esse em que o SOS Limpeza está em andamento", afirmou o governador.

Informações sobre o mosquito

A secretaria de Saúde conta também, desde 2017, com um site com informações sobre o mosquito, dicas para a população e dados sobre a doença nas regiões administrativas. Há, por exemplo, um mapa com o número de casos em cada cidade do DF.

O site, que pode ser acessado em brasiliacontraoaedes.saude.df.gov.br, também disponibiliza o Dengômetro, uma espécie de termômetro para a gravidade do avanço da doença no DF. A escala vai de 0 (preparação) a 4 (emergência). Atualmente, o nível é o 1, que representa baixa incidência de casos. Nas sete regiões do DF, 03 (sudoeste, oeste e centro-sul) encontram-se no Nível 0 do dengômetro e 04 (sul, leste, norte e central), no nível 1.

Primeiras medidas na saúde

Com o início do SOS Saúde, o governo destaca ainda alguns dos resultados dos primeiros dias do programa. De acordo com relatório do GDF, foram realizados 261 procedimentos cirúrgicos em 2019  pelos institutos Hospital de Base (IHB) e de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF) (237 no IHB e 24 no ICDF). As primeiras cirurgias foram voltadas, preferencialmente, para pacientes que já estavam internados. Operações cardíacas e ortopédicas contam com prioridade.

O pagamento de débitos da Saúde também foi um dos pontos ressaltados. Para o ICDF, foram repassados R$ 12,3 milhões. O pagamento possibilitou, segundo o GDF, o retorno imediato das cirurgias cardíacas. Clínicas particulares de hemodiálise também tiveram pagamentos priorizados. Ao todo, foram pagos R$ 3,1 milhões em dívidas para as instituições.
    
Com recursos de um convênio firmado em 2008 entre o Ministério da Saúde e a Secretária de Saúde, a reforma do Hospital Materno Infantil (Hmib) teve início nesta semana. Com a obra, o piso das áreas de circulação será trocado, as paredes de corredores serão pintadas. O Posto 4 e a área principal da unidade serão revitalizados.

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