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Correio Braziliense

Futuro presidente da CEB comenta proposta de venda das ações de usinas

Atual presidente do INSS, Edison Garcia deixará o governo federal para assumir o cargo no GDF


postado em 15/01/2019 15:15 / atualizado em 15/01/2019 20:38

Atual presidente do INSS e futuro gestor da CEB, Edison Garcia(foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
Atual presidente do INSS e futuro gestor da CEB, Edison Garcia (foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
O atual presidente do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), Edison Garcia, que deixa o governo federal para assumir a gestão da Companhia Energética de Brasília (CEB) detalhou que, no primeiro dia útil de 2019, cerca de 600 trabalhadores do INSS deram entrada no pedido de aposentadoria. Nos 15 primeiros dias do ano, houve em torno de 1 mil solicitações. “Existem aqueles em que a aposentadoria é um projeto familiar, de vida. Mas há um segmento que quer continuar na ativa”, explicou durante entrevista ao programa CB.Poder, uma parceria do Correio com a TV Brasília.

Edison ainda mencionou que, em 2018, identificou 35% dos servidores do INSS que tinham condições reais de aposentadoria e alertou a equipe de transição sobre uma possível baixa nos pedidos de aposentadoria por força de trabalho. “Não restam dúvidas de que, quem tem condição, foi buscar sua aposentadoria, ainda mais no setor público. No caso do INSS, temos uma razão também particular, mas há um volume bastante grande de aposentadoria por uma característica própria”, reforçou.

Para evitar impacto no atendimento aos segurados, o presidente do INSS sugeriu automatizar o serviço com recursos de tecnologia, a exemplo do aplicativo de celular criado para consulta, alteração de cadastro e atendimento, bem como a concessão automática do benefício de auxílio-maternidade no momento em que os pais da criança procuram o cartório para emitir a certidão de nascimento. “Naquele momento, o cartório poderia fazer um registro no terminal do INSS. Estamos trabalhando e discutindo para que eles possam prestar esse serviço em vez de a mãe ter que procurar a agência”, detalhou.

Planos para a CEB

Como futuro presidente da CEB, Edison mencionou que a empresa pública precisa de governança e de enfrentar a proposta de venda das participações das usinas que geram energia. “A proposta do governo passado era manter o controle do governo na parte operacional e vender todas as demais. Nós não nos debruçamos sobre a matéria que tem de ser adotada e discutida, mas o sindicato defende a venda de participações avaliada em R$ 650 milhões”, esclareceu.

Ele ainda ressaltou que é necessário enfrentar o que Brasília quer para a empresa pública. “Temos de discutir com todos os participantes do governo, com agentes reguladores e cumprir o contrato de concessão. Não se pode tomar uma decisão sem fundamentação, porque trata-se de um órgão importante para o DF e para o país”, reforçou.

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