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Correio Braziliense

"Tiraram meu menino", diz mãe de Milton Junio, esfaqueado na Rodoviária

Amigos e parentes do universitário assassinado no centro de Brasília começaram a se reunir na Capela 1, por volta das 13h, e o sepultamento está previsto para ocorrer às 16h30


postado em 16/01/2019 14:14 / atualizado em 16/01/2019 17:46

Amigos e parentes se despedem do estudante Milton Junio, assassinado na Rodoviária do Plano Piloto(foto: Arthur Menescal/Esp.CB/D.A Press)
Amigos e parentes se despedem do estudante Milton Junio, assassinado na Rodoviária do Plano Piloto (foto: Arthur Menescal/Esp.CB/D.A Press)
 

Amigos e familiares de Milton Junio Rodrigues de Souza se reúnem no Cemitério Campo da Esperança do Gama para prestar as últimas homenagens ao jovem. Ele foi brutalmente assassinado na Rodoviária do Plano Piloto na madrugada dessa terça-feira (15/1). As pessoas começaram a se reunir na Capela 1 por volta das 13h e o sepultamento está previsto para ocorrer às 16h30.

Fortemente emocionada, a mãe de Junio, como era conhecido pelos amigos e familiares, lamentou a morte do filho. “Tiraram meu menino. Ele não vai mais sorrir para mim”, disse a manicure Vera Lúcia de Jesus Rodrigues Souza, 40. Abalada, ela não conseguiu conversar com a reportagem do Correio. Vera chegou ao Distrito Federal na madrugada desta quarta-feira (16/1), após saber sobre a morte do filho. Ela estava na Bahia, cuidando do pai, que está doente.

“Era um menino muito bom e estudioso. Estava fazendo faculdade e foi tirado da nossa vida com crueldade, sem pena e nem dó”, se emociona a tia de Junio, Edileusa de Jesus Rodrigues, 38. Ela ainda ressalta que o sobrinho teve o futuro interrompido. “Tantos sonhos que foram embora tão rápido. Não deu tempo para ele mostrar o homem que ele era”, diz.

Outra tia da vítima, a vendedora Iranilde de Jesus Rodrigues, 36, conta que o sobrinho gostava de sair com os amigos. “Ele tinha os passeios dele, mas não tinha maldade com ninguém. A vida dele era estudar e sorrir para todo mundo”, comenta. Para ela, Junio deixou boas lembranças da pessoa boa que era.

Iranilde e Edileusa ressaltam que o suspeito pelo crime, que ainda está foragido, precisa ser preso o mais rápido possível. “Não desejamos essa dor a nenhuma outra família. A Justiça precisa ser feita”, frisaram.

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