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Correio Braziliense

PMs presos na Operação Circo da Morte são denunciados por dois homicídios

De acordo com as investigações do MPGO, os militares teriam capturado as vítimas de dentro de casa, em Santo Antônio do Descoberto, matado as duas e, depois, ocultaram os corpos


postado em 16/01/2019 22:25 / atualizado em 16/01/2019 22:49

(foto: Fernando Lopes/CB/D.A Press)
(foto: Fernando Lopes/CB/D.A Press)


Os cinco policiais militares investigados por formarem um grupo de extermínio e presos durante a Operação Circo da Morte estão sendo processados, também, por dois homicídios qualificados e ocultação de cadáver. A denúncia, oferecida pelo  Ministério Público de Goiás (MPGO), tem como base o inquérito da Polícia Civil de Goiás que indica a cooperação dos militares Carlos Eduardo Belelli, Alessandro Bruno Batista, Ruimar Felipe Maia, Ismael Fernando Silva e Raithe Rodrigues Gomes para a prática do crime. 

De acordo com a denúncia, os acusados, que são lotados em Caldas Novas, se deslocaram até Santo Antônio do Descoberto, em 15 de março de 2017, e retiraram Darlei Carvalho da Silva e Dalylla Fernanda Martins de dentro das próprias casas. Ambos foram mortos e tiveram os corpos ocultados. Darlei foi encontrado às margens de uma estrada no município de Silvânia. Já o corpo de Dallyla nunca foi localizado. 

As qualificadoras apontadas nos dois homicídios são por motivo torpe e dificuldade de defesa da vítima. No caso de Dallyla, há um terceiro agravante, já que o crime teria como objetivo a "queima de arquivo", ou seja, quando a vítima é testemunha importante que poderia denunciar o grupo. 

A denúncia foi recebida pelo Tribunal de Justiça de Goiás, que decretou a prisão preventiva de todos os acusados. A denúncia, no entanto, ainda pode ser agravada, enquadrando o crime como associação criminosa de "grupo de extermínio". Para isso, é necessário aguardar a conclusão do inquérito da Polícia Federal no âmbito da Operação Circo da Morte. 

Deflagrada em 18 de dezembro de 2018, a operação investiga a formação do grupo que estaria matando e forjando a existência de confrontos policiais para justificar as ações. De acordo com a PF, eles matavam e então forjavam a existência de confrontos policiais que justificassem a ação. As investigações duraram um ano e apontam a participação de cinco policias militares, inclusive de oficiais, no grupo de extermínio. Segundo a PF, o nome da operação faz referência ao mágico de circo que cria ilusões com aparência verdadeira, como homicídios que seriam vistos como atos heroicos.

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