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Correio Braziliense

Massagista do Sudoeste é investigado por violação sexual mediante fraude

Delegacia da Mulher ouviu sete pessoas. O suposto massagista tocava as partes íntimas dos clientes durante procedimentos


postado em 22/01/2019 15:04 / atualizado em 22/01/2019 21:00

(foto: Fernando Lopes/CB/D.A Press)
(foto: Fernando Lopes/CB/D.A Press)
A Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) investiga um suposto massagista de 29 anos que estaria se aproveitando de clientes para praticar atos libidinosos. Até agora, sete pessoas foram ouvidas e relataram que ele tocava nas partes íntimas delas durante o atendimento, induzindo-as a acreditar que isso fazia parte do procedimento. 
 
Nesta terça-feira (22/1), foram cumpridos mandados de busca e apreensão em dois endereços no Sudoeste, sendo um deles a clínica de massagem. O suspeito é o responsável pelo estabelecimento, que está ativo desde 2018 e não tem alvará de funcionamento. A Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) foi notificada.  

Segundo a delegada-chefe da Deam, Sandra Melo, o massagista seguia um padrão de atuação. “Ele sempre pedia que as mulheres fossem para as massagens com biquíni de amarrar. As vítimas contaram que, além dos toques nas partes íntimas, o suspeito chegava a deixá-las nuas. Elas ficaram em dúvida se o que ele fazia era certo ou não”, relata.

Ainda durante os atendimentos, o homem puxava assuntos de cunho sexual. “Elas relataram que o suspeito começava a suar e ficar muito ofegante. Há relatos de que ele falava sobre orgasmos e coisas do tipo”, disse a delegada. 

Para aprofundarem as investigações, os agentes apreenderam celulares, HDs externos, computadores e cerca de 400 fichas de atendimento, de avaliação e termos de uso de imagens.

De acordo com a delegada, um documento intitulado Termo de Consentimento para Contato chamou a atenção. "Neste último, o suspeito indicava que as clientes deveriam se submeter integralmente às manobras do profissional, com o risco de que os procedimentos estéticos pudessem não ter efeito", afirma Sandra Melo. 
 
Após as denúncias, as vítimas criaram um canal de comunicação pelo Instagram, onde falavam com outras clientes do suspeito. No total, outras 47 mulheres relataram serem vítimas do massagista. Elas serão encaminhadas à Deam. 

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