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Correio Braziliense

Veja como pretendem votar distritais sobre ampliação do modelo do IHBDF

Levantamento do Correio mostra que oito distritais são favoráveis à proposta de ampliação do Instituto Hospital de Base para três hospitais e seis UPAs. Seis dos sete indecisos devem garantir a aprovação, com 14 votos, do modelo de gestão


postado em 24/01/2019 06:00 / atualizado em 24/01/2019 07:32

(foto: Luis Nova/Esp. CB/D.A Press )
(foto: Luis Nova/Esp. CB/D.A Press )
 
Vinte e dois dos 24 distritais votam, às 15h de hoje, em sessão extraordinária, o projeto de lei que estende o modelo de gestão do Instituto Hospital de Base do Distrito Federal (IHBDF) para os hospitais regionais de Taguatinga e Santa Maria, o Hospital Materno-Infantil de Brasília (Hmib) e as seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital. A base governista prevê a aprovação da proposta com 14 votos, contando parlamentares indecisos (veja Posicionamento). 

A proposta de Ibaneis prevê a expansão do modelo de administração do IHBDF, implementado por Rodrigo Rollemberg (PSB). Na prática, duas coisas mudam: a organização será renomeada Instituto de Gestão Estratégica da Saúde do DF e administrará, além do Hospital de Base, o Hmib, os hospitais regionais de Santa Maria e Taguatinga e as UPAs. A entidade funciona de forma independente da Secretaria de Saúde e, com orçamento próprio, terá autonomia. Com a natureza jurídica de serviço social autônomo, em vigor desde janeiro de 2018, a entidade permanece com a possibilidade de realizar compras de insumos sem licitação, contratar prestadores de serviços da iniciativa privada e admitir profissionais pelo regime celetista.

A base governista contabiliza pelo menos 14 votos favoráveis à proposição, apesar da indecisão de alguns distritais. Deputados iniciaram o protocolo de emendas ao projeto — Rafael Prudente (MDB); Robério Negreiros (PSD); e Eduardo Pedrosa (PTC) pretendem retirar o HRT da lista de hospitais que podem funcionar sob nova gestão. A convocação não acarreta custos extras, e a deliberação deve ocorrer no auditório da Câmara, uma vez que o plenário passa por reforma.

Confira como devem votar os distritais
Confira como devem votar os distritais

Justiça

No entanto, o Ministério Público Federal, o Ministério Público do Trabalho e o Ministério Público de Contas do DF pediram, ontem, que a proposição seja retirada de pauta. Conforme as procuradoras que assinam o documento encaminhado ao presidente da Câmara Legislativa, Rafael Prudente (MDB), o formato de administração da maior unidade hospitalar da capital é questionado na Justiça. “A judicialização de questões relativas à própria criação do IHBDF e à forma de realização dos processos seletivos demonstra quão prematura é a decisão do GDF em estender o modelo adotado para UPAs e outros grandes hospitais da rede pública”, destaca a nota técnica.

Sindicalistas também se movimentaram. Em carta enviada ao governador Ibaneis Rocha (MDB), o Sindicato dos Médicos do DF (SindMédico) e o Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem (Sindate) alegaram que, “para corrigir um problema de gestão de recursos, não se pode aceitar que o sacrifício ocorra nas condições de atendimento e na precarização de carreiras”.

Os distritais também votarão o projeto de implementação do serviço voluntário na Polícia Civil. Com a proposta, delegados e policiais que, na folga, se apresentarem ao trabalho receberão R$ 400 por 8h de turno ou escala.
 

Caos justifica mudanças

Filas, falta de atendimento, número insuficiente de médicos, mortes e estruturas precárias nas unidades saúde são a justificativa do governo para intervenção e mudança no modelo de gestão em UPAs e hospitais. A situação motivou o governador a decretar estado de emergência no setor em 7 de janeiro.



Segundo análise do GDF, há problemas sérios com o abastecimento de insumos e medicamentos, pagamentos de fornecedores, deficit de pessoal e fechamento de leitos em UTIs. Diante do diagnóstico de calamidade, o GDF entendeu que a melhor opção para solucionar os problemas da saúde de maneira urgente é a implementação do modelo de gestão do Instituto Hospital de Base, por meio de serviço social autônomo. 

“A criação do Instituto Hospital de Base conferiu autonomia e flexibilidade mais adequadas às demandas e aos anseios da sociedade, mediante manutenção integral do atendimento exclusivo e gratuito aos usuários do SUS”, ressalta o pedido de ampliação enviado à Câmara. O governo também lançou o SOS DF Saúde, com mutirão de cirurgias e ações emergenciais. 

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