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Correio Braziliense

VÍDEO: pacientes são transferidos após princípio de incêndio no HRT

Partes do hospital, como pronto-socorro e ambulatório, estão sem água e energia. Não haverá atendimentos para consultas ou de novos pacientes


postado em 24/01/2019 15:34 / atualizado em 24/01/2019 18:22

O curto-circuito pegou funcionários e pacientes de surpresa no início da manhã(foto: Arquivo Pessoal )
O curto-circuito pegou funcionários e pacientes de surpresa no início da manhã (foto: Arquivo Pessoal )

Mais de sete horas após o curto-circuito que gerou um princípio de incêndio no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), o clima no local é de confusão e agitação. Áreas da unidade do saúde, como o pronto-socorro e o ambulatório, estão sem água e energia. Parte dos pacientes internados serão transferidos para outros hospitais da rede pública do Distrito Federal. Não haverá atendimento nesta quinta-feira (24/1).

 

Além das emergências, muitos pacientes com consultas marcadas devem voltar para a casa sem atendimento. A informação é da Assessoria de Comunicação do HRT, que detalhou os problemas.

 

Hoje, só têm autorização para entrar pessas que estão fazendo visitas aos internados. Muitos pacientes estão chegando, mas o sistema dos computadores para acesso de prontuário ainda não foi normalizado, por isso, as consultas serão remarcadas.

 

 

 

Algumas alas do HRT continuam sem energia e água, pois, até o começo desta tarde, a perícia ainda estava sendo realizada na estrutura do hospital para averiguar as causas do curto-circuito. Há um gerador por combustível que tem capacidade de funcionamento de até dois dias e ainda pode ser reabastecido. Mas ainda não é possível definir quando a situação será normalizada, segundo a assessoria, por conta da perícia. 

 

Pacientes realocados 

 

Como muitas áreas do hospital foram atingidas pela forte fumaça, alguns pacientes precisaram ser deslocados para outras alas ou unidades de saúde. Cento e doze estavam no pronto-socorro na hora do curto e cerca de 60 serão transferidos para outros hospitais, como os de Samambaia, Ceilândia e o Base.

 

No começo da tarde, nenhum paciente tinha sido transferido ainda, pois o HRT precisou fazer um planejamento estratégico para não deixar pacientes em corredores de outros hospitais, analisando onde teria leito disponível. Apesar do susto, ninguém foi intoxicado pela fumaça ou precisou de atendimentos devido ao curto. 

 

As cirurgias também foram suspensas, exceto em casos extremos, com iminência de morte e impossibilidade de transporte do paciente. A recomendação do HRT é de que quem precise de qualquer serviço do hospital, como retornos, consultas ou atendimentos emergenciais, faça contato por telefone antes de se deslocar para Taguatinga.  

 
Curto-circuito e extintores vencidos 

 

Conforme apuração prévia do Corpo de Bombeiros, o acidente aconteceu no pronto-socorro. As chamas acabaram atingindo a tubulação hidráulica do hospital, em cima da fiação elétrica. O vazamento foi o responsável por extinguir o incêndio. No hospital, pode-se flagrar extintores de incêndio com data de vencimento excedida. Um deles, por exemplo, poderia ter sido usado até novembro de 2017. 

 

Quem estava na unidade se assustou com o que aconteceu. Josemar estava internado no HRT desde quarta-feira (23) e acordou subtamente com o som: "Teve um pipoco estrondoso e acabou a luz. Surgiu muita fumaça, o pó cinza no chão e os funcionários correram para ver o que acontecia".

 

A soldado da Polícia Militar Aline Rodrigues, 30, foi pega de surpresa pela informação de que o HRT não atenderia novos pacientes hoje. "Minha mãe tem 53 anos e bateu a cabeça agora há pouco, então vim aqui na emergência direito, mas só fiquei sabendo agora do princípio de incêndio."

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