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Correio Braziliense SAÚDE

Emergência do HRT continua fechada

Interdição do serviço teve início na quinta-feira, após princípio de incêndio


postado em 28/01/2019 07:00 / atualizado em 27/01/2019 23:55

(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)

 
Há cinco dias com restrição nos atendimentos, o Hospital Regional de Taguatinga (HRT) inicia a semana ainda passando por obras. Um curto-circuito, seguido de um princípio de incêndio, obrigou a Secretaria de Saúde a interditar o funcionamento do pronto-socorro na última quinta-feira. Consultas ambulatoriais agendadas para hoje estão canceladas.

O Executivo local não crava uma data para os reparos serem concluídos. “Engenheiros e técnicos trabalham intensamente para recuperar a rede elétrica, que teve quadros de energia e cabos danificados, sendo necessária a substituição total desses equipamentos”, explicou a pasta, em nota.

O HRT é responsável por uma média de 800 atendimentos diários. Ontem, a movimentação na emergência era pequena. Uma única funcionária orientava os pacientes a buscarem outras unidades — hospitais regionais de Ceilândia (HRC) e Samambaia e as unidades de pronto atendimento do Recanto das Emas e de Samambaia.

Um homem buscava atendimento para uma gestante e foi encaminhado para o HRC. Ele reclamou. “Não é possível que a saúde do DF nunca terá jeito. A situação está cada vez mais agravada e os pacientes são obrigados a peregrinar pelas unidades, como se estivessem pedindo um favor”, criticou, enquanto caminhava apressado para o carro. No HRC, muitos pacientes aguardavam atendimento no fim da tarde de ontem.

Alerta
 
(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
 

Moradora de Taguatinga há 31 anos, a dona de casa Gláucia Aparecida de Sousa, 55 anos, cobra manutenção na unidade médica. Ela acompanha um irmão que está internado há um mês para tratamento no fígado. “Essa é uma construção muito antiga, que ficou esquecida no tempo. O hospital nunca passou por uma reforma estruturante, apenas por pequenos reparos”, ponderou. O HRT foi inaugurado em março de 1974.

A cunhada de Gláucia, a auxiliar técnica de laboratório Sirlei Aparecida Fernandes, 50, concorda. “Na verdade, o hospital carece de tudo. Tomara que o prejuízo para a população com o fechamento da emergência sirva de alerta para o governo prestar atenção às necessidades do HRT”, completou.

Além da reforma emergencial, a Secretaria de Saúde iniciou um processo para execução de uma reforma estruturante na unidade de saúde, mas não explica como será e quando acontecerá. Segundo a direção do hospital, todos os demais setores estão funcionando normalmente. “Não há previsão, no momento, de nova suspensão nos atendimentos”, detalhou o texto. 

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