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Correio Braziliense

Homem que matou duas pessoas em bar é condenado a 35 ano de prisão

Gerson Rodolfo da Costa, após discutir com dois homens em um bar do Gama, sacou a arma e disparou diversas vezes. Crime ocorreu em fevereiro de 2018


postado em 28/01/2019 23:31

Gerson Rodolfo da Costa se utilizou de uma arma para matar as duas pessoas(foto: Maurenilson Freire/CB/D.A Press)
Gerson Rodolfo da Costa se utilizou de uma arma para matar as duas pessoas (foto: Maurenilson Freire/CB/D.A Press)
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) condenou Gerson Rodolfo da Costa pelo assassinato de dois homens, no dia 9 de fevereiro de 2018, no Bar Mangueira, no Gama. A sentença é de 35 anos de reclusão em regime fechado.

Segundo os autos do processo, Gerson teria se irritado no dia do crime quando duas pessoas haviam o repreendido em um bar por causa de seu mau comportamento. Furioso, Gerson quebrou a garrafa de cerveja na própria cabeça e começou a falar palavrões.

Após discutir com João Alves da Silva e Carlos Vinicius da Silva, Gerson pegou a arma de fogo que carregava e disparou diversas vezes contra os dois. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) pediu a condenação pelas práticas criminosas de dois homicídios triplamente qualificados por motivo fútil, utilização de recurso que dificultou a defesa das vítimas e porte ilegal de arma de fogo.

Inusitado


O julgamento de Gerson estava marcado para o dia 28 de novembro de 2018. Entretanto, uma das sete pessoas que compuseram o júri popular reconheceu o acusado no início da sessão e se declarou impedida de exercer a função com imparcialidade pela sua proximidade com a família do réu.

O caso ocorreu no Tribunal do Gama, região que tem mais de 300 pessoas alistadas para comporem o júri popular e mais de 140 mil habitantes, segundo o último estudo da Codeplan, de 2015. Pode se inscrever na Justiça o cidadão que tiver mais de 18 anos, não tenha antecedentes criminais, seja eleitor e aceite prestar o serviço de forma não remunerada. Se convocado, o cidadão não pode recusar - a não ser que apresente motivo relevante - ficando sujeito a multa, que pode variar de um a 10 salários mínimos.

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