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Correio Braziliense

'Implorei para que levassem só celulares', diz mãe de jovem assassinada

Ao receber a notícia da morte da filha, Selma foi internada no Hospital Regional de Planaltina (HRP), com a pressão muito elevada


postado em 31/01/2019 06:00 / atualizado em 31/01/2019 09:59

(foto: Facebook/Reprodução)
(foto: Facebook/Reprodução)
A Polícia Civil investiga a morte de uma jovem de 19 anos em Planaltina, na terça-feira. Paula Fernanda Barbosa Ferreira foi assassinada com tiros e facadas. Bombeiros militares encontraram o corpo dela no matagal de uma área rural da região administrativa, às margens da DF-330. A vítima deixou marido e dois filhos, de 1 e 4 anos.

De acordo com familiares da jovem, ela foi sequestrada na noite de segunda-feira. Paula Fernanda estava em casa, em Planaltina de Goiás, quando dois homens e uma mulher apareceram na residência e anunciaram um assalto. Os criminosos trancaram os pais e os filhos dela em um banheiro, roubaram dois celulares da família e fugiram em um carro, com Paula Fernanda. “Implorei para que eles levassem só os celulares e que nos deixassem em paz. Mas não escutaram. Sequestraram a minha filha e a mataram no dia seguinte”, lamentou a mãe da jovem, a dona de casa Selma Barbosa, 48.

Às 11h55 de terça-feira, militares do Corpo de Bombeiros encontraram o corpo de Paula Fernanda, próximo ao Córrego do Meio. Ele estava com perfurações no peito, pescoço e rosto. Paula Fernanda levou ao menos dois tiros na nuca e foi deixada em meio a uma pilha de pneus velhos. Os criminosos tentaram atear fogo no corpo, contudo, não conseguiram.

De acordo com Selma, Paula Fernanda sofria constantes ameaças da ex-mulher do marido, por meio das redes sociais. “Ela recebia muitas mensagens ruins, principalmente de que seria morta a qualquer momento. Foi um crime de puro ódio. Só espero que a justiça seja feita o mais rápido possível. O que aconteceu foi uma crueldade”, desabafou a mãe.

Ao receber a notícia da morte da filha, Selma foi internada no Hospital Regional de Planaltina (HRP), com a pressão muito elevada. “Tiraram a minha princesa. Nunca me esquecerei da sua beleza e alegria. Ela era tudo para mim”, disse Selma, em entrevista ao Correio.


Suspeitos

Nenhum suspeito havia sido preso até a noite de ontem. No dia da morte de Paula Fernanda, uma mulher de 22 anos e um homem de 18 foram detidos pelos policiais, mas liberados por falta de provas. A princípio, a polícia trata o crime como homicídio, mas não descarta as hipóteses de feminicídio e latrocínio (roubo com morte). A 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina) está a cargo das investigações.

Ontem, a unidade montou uma força-tarefa para cuidar do caso. Agentes saíram às ruas com o pai de Paula Fernanda para tentar identificar possíveis autores do delito e também interrogaram familiares da vítima, assim como pessoas apontadas pela família como suspeitos de participarem do crime.

Um dos que prestou depoimento foi o irmão da vítima, o estudante Paulo Barbosa, 21. Para ele, nada justifica o assassinato da irmã. “Ninguém tem o direito de tirar a vida de outra pessoa. O que fizeram com ela não se faz nem a um animal”, lamentou. “A minha irmã era uma joia rara. Sinto que tiraram parte de mim. Ela era uma companheira inseparável”, acrescentou.

Por enquanto, o corpo de Paula Fernanda permanece no Instituto de Medicina Legal (IML) da Polícia Civil e deve ser liberado apenas no sábado, de acordo com a família.

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