Publicidade

Correio Braziliense

Justiça mantém na cadeia motorista que planejou sequestro e morte de médica

Rafael Henrique Dutra da Silva, 32 anos, está detido desde quarta-feira (30/1), suspeito de ter planejado o sequestro e assassinato da patroa dele, a médica e então diretora do HRT, Gabriela Rebelo Cunha, 44


postado em 01/02/2019 16:16 / atualizado em 01/02/2019 16:52

Rafael Henrique Dutra da Silva manteve contato com a família da vítima por telefone, passando-se por ela, durante dois meses(foto: Divulgação/PCDF)
Rafael Henrique Dutra da Silva manteve contato com a família da vítima por telefone, passando-se por ela, durante dois meses (foto: Divulgação/PCDF)

A 1ª Vara Criminal de Taguatinga converteu em preventiva a prisão temporária de Rafael Henrique Dutra da Silva, 32 anos, motorista que confessou ter sequestrado e planejado o assassinato da médica e então diretora do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), Gabriela Rebelo Cunha, de 44. Com isso, ele permanecerá detido na carceragem da Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCCP), do Departamento de Polícia Especializada, por tempo indeterminado.

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu Rafael na última quarta-feira (30/1), após ele confessar o crime ocorrrido em 24 de outubro do ano passado. De acordo com as investigações, durante dois meses, o acusado manteve contato com a família da vítima por telefone, passando-se por ela. 

Segundo a Polícia Civil, Rafael, que era motorista particular de Gabriela havia dois anos, a levou ao HRT na manhã de 24 de outubro e, por volta das 12h, seguiu com ela até uma agência bancária em Sobradinho para que ela fizesse uma transferência bancária. Na volta, o motorista colocou o plano em ação e disse que não poderia retornar pelo mesmo caminho porque ouviu no rádio que o trânsito estava interrompido. Ao acessar outra estrada, ele parou em um ponto de ônibus alegando problema no veículo.

No local, um comparsa dele estava à espera e rendeu os dois com uma faca. Como combinado, o suposto assaltante o obrigou a dirigir até Brazlândia. Lá, eles entraram em uma área de cerrado. Gabriela então foi retirada do veículo e assassinada no matagal. Rafael afirmou, em depoimento, ter ficado no veículo.

Só a perícia poderá determinar a causa da morte, mas a principal suspeita é de que a faca que foi usada para render a médica tenha sido usada para cometer o crime. Segundo o motorista, ela morreu enforcada. Pelo crime, o comparsa teria recebido R$ 5 mil.

Desde então, Rafael pegou uma cópia da procuração autenticada que tinha de Gabriela e passou a administrar a vida financeira dela. No mesmo dia do assassinato, ele foi até uma agência do BRB e sacou uma quantia em dinheiro. Ao todo, de acordo com a Polícia Civil, ele movimentou R$ 200 mil.
 
Com a divulgação do crime, a Polícia Civil encontrou em uma oficina um Audi A3, importado, comprado pelo acusado, supostamente, com dinheiro da vítima(foto: Divulgação Polícia Civil do Distrito Federal)
Com a divulgação do crime, a Polícia Civil encontrou em uma oficina um Audi A3, importado, comprado pelo acusado, supostamente, com dinheiro da vítima (foto: Divulgação Polícia Civil do Distrito Federal)
Após o crime ser divulgado pela imprensa, os investigadores localizaram mais um carro que teria sido comprado pelo suspeito. Trata-se de um Audi A3, importado. O veículo estava em uma oficina para ser  modificado com características de modelos esportivos.
 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade