Publicidade

Correio Braziliense

Corpo de autor de feminicídio será cremado, sem direito a velório, em Goiás

Familiares de José Bandeira compareceram ao IML na quinta-feira (31/1), onde houve a retirada e encaminhamento do cadáver para crematório de Valparaíso


postado em 01/02/2019 17:41 / atualizado em 01/02/2019 18:15

O fogo destruiu todo o quarto do casal no apartamento do quarto andar, onde os bombeiros encontraram a mulher morta, queimada e com marcas de facadas pelo corpo(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
O fogo destruiu todo o quarto do casal no apartamento do quarto andar, onde os bombeiros encontraram a mulher morta, queimada e com marcas de facadas pelo corpo (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)

O corpo de José Bandeira da Silva, 80 anos, foi retirado do Instituto de Medicina Legal (IML) nessa quinta-feira (31/1). Familiares o encaminharam para um crematório, em Valparaíso (GO), onde, apesar de haver uma capela, destinada a velório e despedidas familiares, não será feita cerimônia alguma para o autor do feminicídio da 310 Norte

 

Na quarta-feira (30/1), o servidor público aposentado esfaqueou a companheira, Veiguima Martins, 56, no quarto do casal. Após atacá-la, José ateou fogo ao quarto, utilizando fósforos e tecidos. O corpo da vítima acabou carbonizado. O homem chegou a ser socorrido pelos bombeiros, mas não falaceu logo em seguida, intoxicado pela fumaça.

 

Veiguima foi a terceira vítima de feminicídio em Brasília somente em janeiro deste ano. Na noite do crime, a vítima havia informado à família que estava decidida a se separar de José. Esss teriasido o motivo para a barbárie cometida pelo então companheiro. Investigadores da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) aguardam o laudo da perícia para concluir o caso. Com o material, poderão determinar se o aposentado pretendia tirar a própria vida ou fingir um incêndio acidental. 

 

O corpo de Veiguima foi sepultada durante a tarde desta sexta-feira (1º/2), no Cemitério de Planaltina. Cerca de 100 pessoas compareceram à cerimônia, marcada por choro e indignação. A vítima foi enterrada no mesmo jazigo da mãe, Maria Luiza Martins, que morreu aos 68 anos.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade