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Correio Braziliense

Agente penitenciário de Goiás é baleado após morte de interno

Marcelo Gonçalo, 40 anos, está em estado grave. Às 3h desta sexta-feira (1º/2), o carro que dirigia levou 16 tiros, sendo que quatro o acertaram


postado em 01/02/2019 21:00 / atualizado em 01/02/2019 21:00

Carro que agente penitenciário dirigiu levou 16 tiros.(foto: Reprodução)
Carro que agente penitenciário dirigiu levou 16 tiros. (foto: Reprodução)
Um agente penitenciário do presídio de Santo Antônio do Descoberto (GO) foi baleado, por volta das 3h desta sexta-feira (1º/2), e está em estado grave. Marcelo Gonçalo, 40 anos, dirigia um Honda Civic a caminho de casa quando dois homens em uma moto efetuaram 16 disparos contra o veículo. A Polícia Civil de Goiás (PCGO) investiga se o caso tem relação com o fato ocorrido nessa quinta-feira (31/1), quando outro agente penitenciário atirou contra internos, deixando um morto e quatro feridos.

Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu na BR-060. Marcelo havia saído mais cedo do trabalho e fazia o trajeto rotineiro, quando duas pessoas em uma moto começaram a persegui-lo e fizeram os disparos.
 
Dos 16 tiros contra o carro de Marcelo, quatro acertaram o agente penitenciário: dois nas costas, um no braço e outro no abdômen. A vítima conseguiu revidar os tiros e, mesmo ferido, dirigiu até o posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) da BR-060. 
 
Marcelo, após atendimento inicial do Corpo de Bombeiros, foi encaminhado ao Hospital Regional de Ceilândia, onde foi submetido a uma cirurgia. "A situação dele é estável, mas ainda considerada grave", conta o delegado Felipe Socha, responsável pelo plantão na Delegacia de Polícia de Águas Lindas. "Tratamos o caso, inicialmente, como um atentado. Estamos investigando para saber se há alguma relação entre o caso e o ocorrido ontem (quando outro agente penitenciário matou um interno). Provavelmente, tenham errado o alvo", destacou.
 

Morte do interno


Um interno do presídio de Santo Antônio do Descoberto (GO) morreu, na tarde dessa quinta-feira (31/1), após tentar pegar a arma de um agente penitenciário. Otávio Artur de Brito levou um tiro do vigilante. Outros quatro internos se feriram por outros disparos, mas não correm risco de morte. 
Otávio Artur de Brito levou um tiro de agente penitenciário após tentar roubar a arma do servidor e morreu(foto: Reprodução/PCGO)
Otávio Artur de Brito levou um tiro de agente penitenciário após tentar roubar a arma do servidor e morreu (foto: Reprodução/PCGO)

O caso aconteceu durante uma visita a internos. Logo após os agentes penitenciários retirarem os visitantes da carceragem, cinco internos avançaram em um agente penitenciário. À frente dos colegas, Otávio foi o primeiro a tentar pegar a arma do vigilante, que respondeu à tentativa com um disparo e matou o jovem. Outros quatro presos partiram para cima do agente, que respondeu com mais um tiro. 

A Polícia Civil trata o caso dentro do presídio como uma tentativa de rebelião. Segundo o órgão, o agente penitenciário se viu encurralado pelos internos e realizou os disparos em legítima defesa.

A perícia da PCGO foi ao presídio para apurar a situação em que os disparos foram efetuados e, a depender da análise, o agente penitenciário responsável pelos tiros poderá responder criminalmente. A Diretoria-Geral de Administração Penitenciária de Goiás (DGAP) instaurou um processo administrativo disciplinar para apurar o caso.

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