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Cidades

Parque Olhos D'Água oferece opções variadas para quem quer viver bem

De acordo com o administrador do parque, o local não tem problemas de falta de segurança, mas ela deve ser reforçada mesmo assim

 Um pontinho verde no fim da Asa Norte, o Parque Olhos D’Água é um refúgio da correria do dia a dia. Há árvores e uma lagoa que sugerem um pouco de paz aos que buscam um refúgio natural. A reserva oferece aos visitantes trilhas bem calçadas, relógio do sol e áreas para contemplação, além de servir de palco para diversas atividades culturais, desde espetáculos teatrais e musicais até programações mais alternativas, como encontros de ioga, tai chi chuan ou meditação.

A área arborizada influencia positivamente quem mora próximo à localidade. O aposentado Marcos Pinheiro, 74 anos, não precisa nem sair de casa para apreciar a natureza. “Da janela do meu apartamento, vejo a paisagem. Isso me incentiva a frequentar a área e a permanecer nessa quadra. Moradores das outras áreas da Asa Norte também frequentam aqui. As pessoas são conscientes e conservam o parque”, conta.
 
O aposentado relembra os momentos que contribuíram para o desenvolvimento do parque. “Nós, moradores, criamos uma associação da vizinhança e, há anos, cuidamos do espaço. Acompanhamos o progresso, por isso o hábito de vir aqui é tão significativo”, ressalta.

Marcos, acompanhado pelos netos Pedro Afonso, 8, e Arthur Pinheiro, 4, conta que a intenção é de passar esse costume para os pequenos. “Por aqui, circulam pessoas de todas as idades. É possível que todo mundo se divirta junto. Esse parque é aconchegante, muito rico em vegetação e seguro, também. Então, as pessoas sentem-se à vontade e acolhidas.”

Há quem goste tanto do parque que quase diariamente marca presença no local. A servidora pública Elaine Aparecida, 46, mora perto e tem o espaço como opção para quebrar a rotina de trabalho. “Venho aqui de três a quatro vezes por semana para tomar sol, praticar ioga e caminhar. Aqui, tenho contato com a natureza e me sinto segura, pois não passam veículos”, conta.

O administrador do parque, Edeon Vaz, também mora na Asa Norte e reconhece a importância da área para a população. “O parque tem a função de preservar o meio ambiente e integrar as pessoas. Além de incentivar a saúde física, com a disponibilidade de áreas próprias para a prática de exercícios, também é propício para restaurar a saúde mental e cultivar o espiritual. Os frequentadores são respeitosos e não julgam as práticas religiosas feitas aqui”, ressalta.
 
Diversidade
Diferenciado pela imensa biodiversidade que abriga, o Olhos D’Água é um parque público, ecológico e de lazer que possui 21 hectares. Queridinho dos moradores da Asa Norte, é possível encontrar peixes, aves, anfíbios, répteis, invertebrados e pequenos mamíferos, além da rica e bela flora. A Lagoa do Sapo chama a atenção de crianças e de adultos que param para contemplar o lago abastecido por diversas nascentes.

Além do amor pela natureza, os três amigos Tatiana Lacerda, 35, Renato Cavalcante, 30, e Diracy Lacerda Cavalcante, 36, têm em comum o desejo de criar os filhos brincando ao ar livre. Durante um piquenique no Parque Olhos D’Água, eles aproveitam para contemplar o espaço e conversar, enquanto os pequenos se divertem.

A revisora de textos Tatiana, atualmente moradora da Asa Sul, conta que conheceu o espaço quando residiu na Asa Norte. Durante esse período, visitava o parque diariamente. Entretanto, por causa da distância, a frequência diminuiu depois que se mudou com o marido. Mas o nascimento da filha, Carolina Lacerda, 10 meses, despertou a necessidade de fazer com que a pequena tivesse contato com a natureza, o que a fez retomar as visitas diárias ao Olhos D’água.

“Eu sempre tive um carinho muito grande por esse parque. E como perto de onde eu moro não encontramos um com a mesma qualidade, opto por sair da Asa Sul para trazer minha filha quase todos os dias. Com certeza, quero passar para a minha filha esse gosto pela natureza. Cresci assim. Quero que ela cresça assim, acostumada com terra. Acho que é muito importante”, destaca Tatiana.

O geólogo Renato Cavalcante, que acompanha a filha Violeta Cavalcante, 1, brincando no parquinho e correndo pelo gramado, não teve dúvidas de onde moraria quando visitou um apartamento na região, próximo à reserva. “Esse parque proporciona uma qualidade de vida inigualável. Sem falar que é um dos mais aconchegantes e faz toda a diferença na região.”

Diracy, mãe do pequeno Davi Cavalcante, 9 meses, sempre morou perto do parque, e afirma não trocar a localização por nada. “Adoro essa região e trago meu filho sempre que possível. O Davi ama. Mesmo quando está cansadinho, ele fica tranquilo e até dorme”, conta.

Melhorias
Apesar dos elogios, a mãe de Caroline, Tatiana, sugere melhorias na infraestrutura do local. “Falta um fraldário para trocar as crianças e banheiro adaptado para a entrada de carrinhos de bebê”, conta. De acordo com o administrador do parque, Edeon Vaz, existe um quarto com balcão de pedra para que os pais troquem os bebês, mas, com a pouca utilização, virou depósito de colchões. “A sugestão é válida e fácil de resolver. Podemos reativar o espaço”, afirma.

Sobre as portas apropriadas para a entrada de cadeirantes e carrinhos de bebês, Edeon confirma que existe a necessidade. “Os banheiros são antigos, por isso não são adaptados para esses grupos de pessoas. Certamente essa demanda será adicionada ao projeto futuro”, conta.

Ronda motorizada
De acordo com o administrador do parque, o local não tem problemas de falta de segurança, mas ela deve ser reforçada mesmo assim. “A Polícia Militar cuida do policiamento, mas o plano é colocar uma ronda motorizada para reforçar o monitoramento. E a abertura do Módulo 2 do parque também está no planejamento para os próximos meses.