Publicidade

Correio Braziliense

Ainda falta insulina ultrarrápida na policlínica de Taguatinga

De acordo com a Secretaria de Saúde, o medicamento estaria disponível na rede pública às 7h30 da manhã da última sexta-feira (1º/2), mas quem procurou pela insulina ultrarrápida, não conseguiu pegar


postado em 04/02/2019 20:14 / atualizado em 04/02/2019 20:14

Placa informativa na recepção do HUB na última sexta-feira (1º/2)(foto: Fernanda Bastos)
Placa informativa na recepção do HUB na última sexta-feira (1º/2) (foto: Fernanda Bastos)
 
Os pacientes que estiveram na Unidade Mista de Saúde de Taguatinga, a policlínica, para pegar a insulina ultrarrápida (apidra) voltaram para casa sem o medicamento. Apesar de a Secretaria de Saúde ter divulgado nota dizendo que o abastecimento estaria normalizado a partir das 7h30 desta última sexta-feira (1º/2), não foi isso que ocorreu. Pelo menos até as 16h30 de hoje (4/2), a prateleira da unidade de saúde continuava zerada.

 

Unidade Mista de Saúde de Taguatinga (policlínica de Taguatinga)(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)
Unidade Mista de Saúde de Taguatinga (policlínica de Taguatinga) (foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)

 

Funcionário da policlínica de Taguatinga, que não quis se identificar, ao ser questionado sobre o abastecimento desse tipo de insulina afirmou que não ocorreu e não existe previsão para receber o fornecimento. "Desde janeiro estamos esperando esse medicamento", destaca.

 

Thaís Lauana Queiroz, 31 anos, aposentada por invalidez, é portadora da diabetes mellitus tipo 1 há 20 anos e precisa da insulina apidra e da lantus. Moradora de Luziânia (GO), Thaís vai à farmácia do Hospital Universitário de Brasília (HUB) mensalmente e, desde o mês passado, ela não consegue pegar a insulina ultrarrápida. "Eu ligo aqui e eles informam que não chegou e ainda não tem nem previsão. Só peguei a lantus, a ultrarrápida, não. Já ocorreram outros atrasos, mas não devido ao HUB, na verdade, ao governo mesmo."

 

Diagnosticado com diabetes tipo 1 há quatro anos, o comerciante Mayron Dias, morador do Gama, chegou por volta das 15h da última sexta-feira na escola-farmácia do HUB e, desde o mês passado, não consegue pegar a insulina ultrarrápida. "Tem um ano e pouco que eu venho pegar o medicamento aqui e, hoje, eu esqueci o isopor para conservar melhor a insulina e já vou ter que correr daqui", afirma o comerciante que antes retirava o medicamento no Gama.

 

Até as 15h de sexta-feira (1º/2), o estoque do HUB estava zerado. No entanto, nesta segunda-feira, o Hospital Universitário já recebeu frascos da insulina apidra. Mas esses remédios não são para todos os pacientes, somente para os que têm processo autorizado pelo Componente Especializado de Assistência Farmacêutica (CEAF) e que estão cadastrados no protocolo do Ministério da Saúde. Os que têm cadastro no protocolo do fornecimento de fármacos pela Secretaria de Saúde não podem pegar o medicamento.

 

A farmácia-escola do HUB recomendou que os pacientes liguem antes para o telefone 2028-5548 para se informar sobre o cadastro. Só recebe o medicamento na rede púbica quem tem pedido médico e fez o cadastro no HUB ou na policlínica de Taguatinga, que são os dois pontos de distribuição da insulina ultrarrápida no DF. No site do Hospital Universitário de Brasília há mais informações sobre a entrega de documentos.

 

O Ministério da Saúde forneceu 9,5 mil frascos do medicamento para a Secretaria de Saúde na quinta-feira (31/1), mas a distribuição ainda não foi realizada para a policlínica de Taguatinga.

 

A insulina ultrarrápida age no prazo de cinco a 15 minutos e é injetada imediatamente antes ou imediatamente após as refeições. A distribuição é destinada aos pacientes que têm a diabetes mellitus tipo 1 (DM 1).

 

A autorização para retirada dos medicamentos é válida durante seis meses e deve ser renovada a cada semestre, após nova avaliação. O paciente deve ir mensalmente ao ponto de distribuição para a retirada. São aproximadamente 3 mil usuários da rede pública de saúde que dependem da insulina no Distrito Federal, de acordo com a Secretaria de Saúde.

* Estagiária sob supervisão de Roberto Fonseca

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade