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Correio Braziliense

Novo presidente da Fecomércio-DF aposta na abertura de lojas e empregos

Francisco Maia assumiu a presidência da casa na quarta-feira, após a renúncia de Adelmir Santana, que deixou a entidade após 17 anos no comando


postado em 08/02/2019 06:00

"Outra coisa que deve ser feita é trazer grandes eventos para a cidade, e eles devem ser feitos por empresas de Brasília, se não quem ganha são as companhias de fora" (foto: Marilia Lima/Esp. CB/D.A Press)
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fercomércio-DF) está sob novo comando. Francisco Maia assumiu a presidência da casa na quarta-feira, após a renúncia de Adelmir Santana, que deixou a entidade após 17 anos no comando. Chico Maia, como é mais conhecido, assumiu também as presidências dos conselhos regionais do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

Em entrevista ao Correio, o novo presidente da Fecomércio-DF diz que pretende fortalecer a entidade em Brasília. “Vamos renovar e equilibrar a Fecomércio, sempre lutando por Brasília e pelo seu desenvolvimento”, ressalta Maia. Ele garante um diálogo aberto com a sociedade, principalmente com os sindicatos das diversas categorias ligadas ao comércio. Maia fala também sobre os principais desafios para 2019 e como o cenário político deve impactar no mercado.

Quais são os planos da Fecomércio-DF para 2019?

A federação é uma entidade que agrega sindicatos e o nosso plano de trabalho é defender o sindicalismo. Temos 26 sindicatos vinculados, que fazem parte da nossa base. São cerca de 90 mil empresas ligadas aos setores, que representam 93% do PIB (Produto Interno Bruto). Além disso, tivemos problemas de relacionamento com o governo local e com a Confederação Nacional do Comércio (CNC). Agora que assumi, retomamos o diálogo com a CNC e com o governo.

Como a Fecomércio vai trabalhar com o governo neste novo mandato?

Programamos uma reunião com o governador, Ibaneis Rocha (MDB), para o fim deste mês. Os representantes de todos os sindicatos vinculados a Fecomércio vão participar. Vai haver questionamentos sobre em quais áreas o governo pretende investir. O empresário também sempre fica de olho no que o Executivo vai fazer. Estamos apostando muito no governador, que mostra que investirá no setor produtivo.

Após o período eleitoral, como fica o mercado de trabalho? O empresário vai investir mais? 

Com um novo governo, a confiança dos empresários aumenta e eles passam a investir. Com isso, há aumento de renda, contratações e os impostos são recolhidos. Outra coisa que deve ser feita é trazer grandes eventos para a cidade, e eles devem ser feitos por empresas de Brasília, se não quem ganha são as companhias de fora.

Qual a expectativa do comércio brasiliense este ano?

Temos uma programação com todas as datas comemorativas e vamos fazer pesquisas de mercado, como sempre viemos fazendo. Com isso, conseguimos verificar o cenário e apontar se as vendas vão crescer. Passamos por um período em que muitas lojas foram fechadas, mas, desde dezembro, abriram-se muitas outras. Isso significa que o empresário está voltando a investir e isso pode estar muito atrelado com a mudança de governo. Em fevereiro, mais comércios vão abrir e temos uma expectativa muito positiva para o restante do ano.

Qual setor crescerá mais este ano?

Estamos apostando no comércio varejista. Diversas lojas estão reabrindo as portas e a expectativa é de que o comércio se aqueça e que ocorra maior geração de empregos. Esse setor deve ser um dos que mais crescerá este ano.

Como a Fecomércio vai investir no turismo do Distrito Federal?

A maioria dos turistas de Brasília são aqueles que frequentam eventos de negócios e os que vêm a trabalho. Poucos vêm a lazer. Nossa perspectiva é criar captação de eventos em Brasília. O último grande que tivemos foi o Fórum Mundial das Águas, no ano passado. Precisamos que a Secretaria de Turismo e o setor produtivo se organizem. Os hotéis da cidade só têm fluxo durante a semana e é preciso que se crie eventos para o fim de semana. Nosso objetivo é aumentar a ocupação hoteleira, que impacta no movimento de bares, restaurantes e até do comércio.

Para saber mais

Órgão sindical de grau superior
Fundada em 1ª de dezembro de 1970 pela representação de cinco sindicatos patronais — de lojistas, produtos farmacêuticos, corretores de imóveis, revendedores de automóveis e varejistas de carnes — a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF) é um órgão sindical de grau superior não estatal.

A Fecomércio-DF é responsável por administrar no DF o Sistema Fecomércio. Fazem parte desse sistema, além da federação, o Instituto Fecomércio (IF), o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e o Serviço Social do Comércio (Sesc).

Entre os seus objetivos, a Fecomércio procura orientar, coordenar, proteger e representar perante as autoridades administrativas e judiciárias todas as atividades e categorias econômicas dos setores de comércio, serviços e turismo. Busca, assim, contribuir para o desenvolvimento econômico, social e político do DF.

Como órgão técnico e consultivo de Estado, cabe à instituição celebrar convenções e contratos coletivos de trabalho, de âmbito regional. Além de colaborar no estudo e em soluções dos problemas relacionados à atividade econômica.

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