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Correio Braziliense

Família procura por pai desaparecido há quatro dias

Maurício Mendes sofre de depressão há mais de um ano, depois de ter perdido a visão de um olho. Família agora procura pistas do paradeiro dele


postado em 09/02/2019 20:36 / atualizado em 09/02/2019 23:51

Maurício não é visto desde a manhã de terça-feira. Família é moradora do P Sul, em Ceilândia(foto: Arquivo Pessoal)
Maurício não é visto desde a manhã de terça-feira. Família é moradora do P Sul, em Ceilândia (foto: Arquivo Pessoal)
A família do empresário Maurício Mendes Araújo, de 38 anos, vive em desespero desde a terça-feira (5/2), quando ele desapareceu. A estudante de enfermagem e esposa, Marina da Silva Araújo, de 29 anos, conta que no dia do ocorrido, saiu para trabalhar logo cedo e o marido, que é dono de uma padaria em Ceilândia e estava de folga, ficou em casa com os dois filhos, um menino de 6 anos e um de 10.
 
A família mora no setor P Sul e Maurício levou as crianças para a casa da babá, que fica na mesma área, por volta de 11h. Em seguida, visitou a mãe, também no P Sul e voltou para casa, onde tomou banho e nunca mais foi visto. “Por volta de 19h eu cheguei e encontrei tudo escuro, o que era muito estranho. Fui à casa da babá e os meninos ainda estavam lá. Normalmente meu marido os busca às 15h. A mãe dele também não sabia onde ele estava e foi aí que eu entrei em desespero”, relembra.
 
Há cerca de um ano e meio, Maurício teve descolamento da retina e perdeu a visão do olho direito. Desde então, mergulhou em um estado de depressão e fazia tratamento com psicólogos e psiquiatras, mas Marina conta que mesmo assim ele estava mal. “Tentamos duas cirurgias para recuperar a visão dele, mas não adiantou. “Ele reclamava muito, tinha medo de ficar cego”.
 
Depois de notar o desaparecimento, ela procurou o marido no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), no Hospital Pronto Atendimento Psiquiátrico (HPAP) e rodoviária, mas não teve sucesso. No dia seguinte (6/2), foi à 23ª Delegacia de Polícia (DP), localizada em Ceilândia e registrou boletim de ocorrência. “Infelizmente eles falaram que não é fácil, são muitos os desaparecidos. Até agora não recebi notícia nenhuma”, lamenta. Apesar de estar tomando medicamentos para a depressão, Marina garante que o marido nunca teve nenhuma atitude semelhante e não é usuário de drogas.
 
Apenas na quarta-feira, depois de abrir um armário, ela encontrou um bilhete de despedida e R$ 900,00. No recado, pedia perdão. “O aluguel vence amanhã. Até nisso ele pensou”. A despedida não foi apenas para ela. As crianças relataram que na última vez que viram o pai, ele os abraçou dizendo amar muito cada um e que eles nunca se esquecessem dele. “Os meninos não sabem ainda. Falei para eles que o pai tinha viajado. São muito apegados, principalmente o mais novo, mas eles já sentem. (O caçula) estava chorando esses dias”.

Como ajudar
 
Quem souber do paradeiro de Maurício pode entrar em contato com Marina pelos telefones (61) 9.9351-4314 ou (61) 9.8171-2087

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