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Correio Braziliense

Carnaval deve atrair 25 mil turistas e deixa lojistas animados

A festa brasiliense deve atrair 25 mil turistas nos quatro dias do feriado e aumentar as vendas em até 20%


postado em 10/02/2019 08:00 / atualizado em 09/02/2019 23:39

Marcos Vinícius Oliveira, representante de marketing de uma loja de artigos de festa na 506 Sul(foto: Wallace Martins/Esp. CB/D.A Press)
Marcos Vinícius Oliveira, representante de marketing de uma loja de artigos de festa na 506 Sul (foto: Wallace Martins/Esp. CB/D.A Press)
A menos de um mês para o carnaval, empresas dos setores de comércio e serviços começam a se preparar para o feriado deste ano. Ainda que a Secretaria de Turismo (Setur) estime a chegada de 25 mil turistas à capital federal, a previsão não anima associações de empresários do ramo de restaurantes, bares e hotéis. Segundo eles, as festividades em Brasília não costumam aumentar a clientela dos estabelecimentos. A data, no entanto, anima os varejistas, que contam com lucros com a venda de fantasias e itens de decoração.

A previsão do Sindicato do Comércio Varejista do Distrito Federal (Sindivarejista-DF) é de que a festa movimente cerca de 2 mil estabelecimentos. Contudo, as vendas só devem esquentar a 15 dias do feriado. Vestimentas para crianças estão entre os produtos mais procurados. Ainda segundo a entidade, o fato de o carnaval cair em março pode resultar em endividamento da população, que voltou de férias e deve parcelar as compras devido aos gastos com viagens e material escolar.
Presidente do Sindivarejista-DF, Edson de Castro afirma que o comércio deve ter incremento de 10% a 20% nas vendas. Além disso, segundo ele, o aumento na quantidade de blocos nas ruas e a permanência da população na cidade — pelo fato de o feriado ocorrer em março — são vistos com otimismo pelos comerciantes. “O carnaval de rua de Brasília tem crescido e melhorado muito nos últimos anos. O número de pessoas saindo daqui para outras unidades da Federação tem diminuído cada vez mais. Assim, os empresários investem mais aqui”, explicou Edson. Ainda de acordo com o representante do sindicato, as lojas têm oferecido itens em mais quantidade e baratos.

(foto: Wallace Martins/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Wallace Martins/Esp. CB/D.A Press)
Marcos Vinícius Oliveira, representante de marketing de uma loja de artigos de festa na 506 Sul, destaca que o mercado começou a aquecer agora. “Acreditamos que venderemos o dobro do ano passado, principalmente acessórios carnavalescos”, comenta. Para aumentar os lucros, a loja planejou promoções de 50% de desconto para 25 produtos. “O nosso público-alvo são jovens de 18 a 29 anos que curtem os blocos de rua e deixam para a última hora a compra das fantasias”, explica. Com o objetivo de não perder esses clientes, a loja só não abrirá no domingo de carnaval.

Perspectivas

O faturamento do comércio, apesar da expectativa dos vendedores e do Sindivarejista, não terá grande influência do carnaval. Segundo a Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF), o mês será como outro qualquer. Para o presidente da entidade, Fernando Brites, os efeitos mais significativos serão observados em bares e restaurantes, mas, mesmo assim, eles tendem a se prejudicar. “As pessoas vão para a rua para se divertir, bebem e comem, mas a movimentação é principalmente no mercado informal. Os números desta época não são muito representativos, porque o carnaval provoca pouquíssimo impacto no comércio formal”, analisa.

Rodrigo Freire, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Distrito Federal (Abrasel-DF), confirma o cenário, mas acredita que a perspectiva está melhor neste ano entre os proprietários de estabelecimentos do setor. “Há um clima de otimismo e esperança com os sinais de melhora dados pela economia. De uns cinco carnavais para cá, Brasília começou a ter mais movimento. Logicamente, esse é um cenário que depende muito do segmento de atuação. Comércios que ficam em locais mais aprazíveis para o fim de semana, por exemplo, terão um movimento legal”, prevê.

Acomodações

Para os empresários do setor de hospedagem, as expectativas não são muito diferentes às de anos anteriores. De acordo com o presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília (Sindhobar), Jael Antônio da Silva, a área quase não registra incremento no carnaval. “É praticamente insignificante, com 5% a mais”, comenta. “Em geral, esses meios não têm resultados muito grandes nem programação específica. O carnaval daqui não tem essa pegada de ser uma festa que trará turistas de outras cidades. O feriado é mais focado no próprio DF”, avalia Jael.

Gerente-geral de um empreendimento no Setor de Hotéis e Turismo Norte, Jean Nogueira conta que o estabelecimento descobriu um novo nicho com o carnaval de Brasília. No sentido contrário do que acontece em inúmeros outros, o espaço fica lotado durante toda a semana de festividades devido à programação diferenciada. “O público que vem está fugindo do carnaval. Os nossos eventos, que estão se consolidando a cada ano, não têm temática carnavalesca. Vendemos todas as suítes para casais, famílias e para o pessoal que busca mais tranquilidade durante essa época”, destaca.





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