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Correio Braziliense

Após duas tentativas, ex-policial fará tratamento em hospital psiquiátrico

O homem passou por avaliação de uma psiquiatra do Hran, que validou a internação involuntária no Hospital São Vicente de Paulo.


postado em 12/02/2019 06:00 / atualizado em 12/02/2019 00:14

(foto: Reprodução)
(foto: Reprodução)

 

O ex-policial civil de 49 anos acusado de tentar invadir duas vezes uma escola da Asa Norte, foi levado para o Hospital São Vicente de Paulo — antigo Hospital de Pronto-Atendimento Psiquiátrico (Hpap) —, em Taguatinga Sul, após duas tentativas. Na primeira delas, ele conseguiu fugir da ambulância, na Estrada Parque Indústrias Gráficas (Epig). Agentes da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) encontraram o suspeito na 707 Norte. À noite, foi feita nova tentativa de encaminhá-lo à unidade psiquiátrica, porque nenhum médico do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), onde o paciente estava internado, se responsabilizou pela segurança dele. 

 

Funcionários e pacientes do Hran passaram o dia receosos com a possibilidade de que o ex-policial civil pudesse ficar no local após a primeira tentativa de fuga. Desde sexta-feira, ele permaneceu sedado e amarrado em uma maca no pronto-socorro da unidade após encaminhamento da Polícia Civil. "À noite, o quadro de pessoas é ainda menor. Então, todos ficaram apreensivos, pois não sabemos do que ele é capaz", contou uma testemunha ao Correio

 

No fim de semana, relatos feitos à reportagem indicaram que a medicação para mantê-lo tranquilo não estava surtindo efeito. Na noite de domingo, o ex-policial civil seguiu duas pacientes até o banheiro do hospital. Mostrou o órgão genital e voltou para dormir. Funcionários do Hran só perceberam que ele estava solto quando foram dar a medicação. O acusado não aceitou ser contido, e vigilantes precisaram auxiliar os servidores. "Foi quando as ameaças começaram. Ele gritou que havia gravado o rosto de todo mundo, que sabia o que fazer para fugir e matar cada um", relatou a testemunha. 

 

Oito funcionários registraram ocorrência contra o ex-policial civil. O delegado-chefe da 2ª DP, Laercio Rosseto, afirmou que investigará o caso. Mais uma vez, Laercio informou que não foi possível manter o ex-policial preso. "Não havia nenhuma situação prevista em lei que autorizasse a constrição da liberdade dele junto à Polícia Civil. Mas estamos priorizando o caso e fazendo tudo o que a lei permite para trazer tranquilidade à comunidade da Asa Norte", destacou. 

 

Em nota, a Secretaria de Saúde garantiu a segurança de pacientes e servidores do Hran. "O hospital conta com equipe de vigilância e todos foram orientados sobre o caso. Todos os procedimentos para segurança dele e dos demais acompanhantes serão tomados", finalizou. 

 
Internação involuntária 
 

O homem passou por avaliação de uma psiquiatra do Hran, que validou a internação involuntária no Hospital São Vicente de Paulo. Apesar de falta de vagas psiquiátricas na rede pública, a irmã entrou com um pedido de internação compulsória — mediante determinação da Justiça. Ela alegou que o ex-policial sofre de esquizofrenia, mas não apresentou laudo. O juiz negou a solicitação. Na segunda-feira (11/2), surgiu uma vaga no hospital de Taguatinga.  

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