Publicidade

Correio Braziliense

Consórcio venderá lotes a preço de custo na Fazenda Paranoazinho

Valores deverão ser definidos até 12 de março, quando haverá reunião


postado em 22/02/2019 06:00

A região do Grande Colorado faz parte da antiga Fazenda Paranoazinho, que abriga 54 condomínios(foto: Carlos Vieira/Esp. CB/D.A Press)
A região do Grande Colorado faz parte da antiga Fazenda Paranoazinho, que abriga 54 condomínios (foto: Carlos Vieira/Esp. CB/D.A Press)

Os moradores dos 54 condomínios da antiga Fazenda Paranoazinho, na região do Grande Colorado, poderão comprar os terrenos pelo preço de custo da regularização. Em uma reunião de negociação realizada ontem entre moradores, representantes do GDF e da empresa dona da área, houve um acordo para acelerar a legalização dos lotes. A Urbanizadora Paranoazinho aceitou a proposta de vender os imóveis pelo preço de custo, ou seja, o equivalente às despesas necessárias para legalizar as terras, como o pagamento de estudos ambientais, urbanísticos e fundiários da área. A expectativa é de que a proposta reduza a resistência de grupos de moradores que não querem negociar a regularização.

A decisão será, agora, submetida ao Comitê de Mediação de Regularização, criado no mês passado pelo governador Ibaneis Rocha. O secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Mateus Oliveira, representou o GDF no encontro e participou da negociação para um acordo. A posição do governo de participar das negociações para a regularização de terras particulares foi adotada nesta gestão. “Queremos dar a nossa contribuição no alinhamento de visões e ideias”, defendeu Mateus Oliveira. 

Moradores dos condomínios Solar de Athenas e Vivendas da Serra participaram da reunião, mas as decisões valerão para todos os parcelamentos da gleba particular. A antiga Fazenda Paranoazinho tem 6 mil terrenos ocupados irregularmente, distribuídos em 54 condomínios. A empresa aceitou a proposta de vender os lotes a preço de custo. Até a próxima reunião, marcada para 12 de março, a Urbanizadora definirá os valores e os apresentará em planilhas à comunidade da região e a representantes do governo. O preço final deve abarcar os recursos necessários para legalizar os imóveis. 

Atualmente, a firma negocia terrenos pelo preço médio R$ 222 o metro quadrado. O patamar segue uma avaliação de mercado realizada pela Caixa Econômica Federal para legalizar os imóveis do Condomínio Lago Azul, em terras da União. Com a determinação da empresa em vender pelo preço de custo, os valores devem cair. 

Negociação

O presidente da Associação dos Moradores do Condomínio Solar de Athenas, Denis Coelho Oliveira, conta que a comunidade aposta no acordo para finalizar a regularização. No parcelamento, os ocupantes de 52% dos 386 terrenos haviam feito acordo com a empresa. Mas o restante resiste à compra dos lotes ocupados, com ações na Justiça. “Com essa proposta, acredito que teremos condições de acelerar a regularização, com a adesão dos ocupantes dos terrenos que ainda faltam serem regularizados”, avaliou Denis. 

O presidente da Urbanizadora Paranoazinho, Ricardo Birmann, diz que a empresa decidiu atender o pleito do governo. “Aceitamos a proposta de fazer a regularização dos terrenos por esse novo critério”, explicou. “O governo está agindo de forma muito ágil. Fez dezenas de reuniões em menos de dois meses. É nosso interesse acelerar o processo”, acrescentou. Ele contou que a empresa vai começar a analisar os gastos para definir o preço de custo. “Vamos fazer uma apuração transparente e começar a negociação em cima desse valor, e não mais do preço de mercado”, reforçou.

Além de regularizar os lotes dos 54 condomínios da região, o interesse da Urbanizadora Paranoazinho é viabilizar um novo empreendimento chamado Cidade Urbitá. O bairro será erguido em uma área vazia próxima ao Grande Colorado, com capacidade para abrigar 118 mil pessoas. A primeira etapa foi aprovada pelo Conselho de Planejamento Urbano e Territorial (Conplan) em dezembro e falta apenas a publicação de um decreto para que haja o registro dos lotes do empreendimento em cartório.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade