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Correio Braziliense

Vídeo: Acusado de matar mergulhador no Lago Sul foi preso no Maranhão

Romário Sousa Dias, 21 anos, que estava foragido desde o crime. O autor contou com a participação de comparsas para o crime


postado em 07/03/2019 17:27 / atualizado em 07/03/2019 18:45

Luciano e a namorada Patrícia Arrais, foram amarrados, separadamente, com as mãos para trás(foto: Arquivo Pessoal)
Luciano e a namorada Patrícia Arrais, foram amarrados, separadamente, com as mãos para trás (foto: Arquivo Pessoal)
O homem acusado de assassinar um instrutor de mergulho, às margens do Lago Paranoá, em Brasília, cometeu outro homicídio, no Maranhão. Ele matou um empresário durante um assalto. Romário Sousa Dias, 21 anos, está preso no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Policiais civis de Brasilia foram até lá, para interregá-lo. O suspeito cumpre prisão preventiva.
 
O delegado Yury Fernandes, chefe da 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul), deu detalhes, nesta quinta-feira (07/3), sobre a morte do mergulhador em um estaleiro, às margens do Lago Paranoá, em 8 de dezembro de 2018. Romário contou com a ajuda de Adriano Vieira e Anderson Rosa, segundo o investigador. 

Três dias antes do crime na capital federal, Romário fugiu da Papuda, onde cumpria pena por roubo em regime semi-aberto, com o intuito de ir ao Maranhão. "Foi um crime (o assassinato em Brasília) de oportunidade. Romário sabia que o lugar era frequentado por mergulhadores. O Adriano entregou uma airsoft (arma falsa) e o Anderson levou ele até o local do crime", ressaltou. 

Ao chegar no local, Romário viu Luciano Heusner, 41 anos, e a namorada, Patrícia Arrais, 45, e os abordou assim que entraram no veículo.  Luciano e Patrícia foram amarrados com as mãos para trás, separadamente. Em depoimento à polícia, Romário conta que matou a vítima porque Luciano "reagiu". "Fui para roubar o carro e ele reagiu. Me deu uma chave de perna no pescoço e eu efetuei as (nove) facadas nele e saí com o carro", afirmou, no interrogatório. Confira o vídeo abaixo

Ainda de acordo com o delegado, Patrícia percebeu que Luciano entrou em luta corporal com Romário, conseguiu desatar o nó e fugir em direção a locais habitados.  "Não satisfeito, ele foi atrás dela para tornar o crime impune. Preocupado em ser pego, ele abriu mão e fugiu", ressaltou Yuri. 

Além de Romário, Anderson está preso. Segundo as investigações, ele levou o assassino ao local do crime sabendo que o autor ia cometer o assalto. Adriano ficou com os equipamentos das vítimas, que foi resgatado pela polícia. Anderson está  liberdade e vai ser indiciado por coparticipação. Eles vão responder por latrocínio (roubo com morte). 

Romário tem passagens pela polícia por roubo qualificado (2017 e 2018), falsa identidade e furto (2017). 
 
 
 
 
Relembre o caso

Às margens do Lago Paranoá, Luciano e a namorada, a médica veterinária Patrícia Arrais, de 45 anos, foram abordados por Romário, que ameaçou as vítimas com uma arma e com uma faca e as amarrou. Os pertences das vítimas foram roubados, mas, antes, Luciano foi esfaqueado no pescoço.

Patrícia, que estava presa numa área diferente do companheiro, conseguiu desatar o nó e se soltar e ao ouvir o barulho do carro do casal, que foi utilizado pelos suspeitos durante a fuga. A veterinária chegou a encontrar Luciano com vida, mas ele morreu antes da chegada do socorro.  

O veículo foi abandonado a 15 Km do local do Crime, no Paranoá. Celulares, um notebook, equipamentos de mergulho, além de documentos e cartões foram levados. Um dos celulares e o computador foram localizados pela polícia depois de serem vendidos pelos suspeitos. 

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