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Correio Braziliense

Para financiar festa de casamento, casal vende água e paçoca em semáforo

Lucas e Gabriella vão casar em setembro e, para financiar a celebração, vão todos os domingos para um sinal em frente ao câmpus da UnB em Ceilândia vender água e paçoca


postado em 08/03/2019 16:35 / atualizado em 08/03/2019 16:39

Os dois estão empregados, mas fazem as vendas aos domingos para complementar a renda e festejar o casamento com a família(foto: Arquivo pessoal)
Os dois estão empregados, mas fazem as vendas aos domingos para complementar a renda e festejar o casamento com a família (foto: Arquivo pessoal)
O vendedor Lucas Ramos, 22 anos, e a auxiliar-financeiro Gabriella Ferreira, 23, vão casar em setembro deste ano. E, antes de enfrentar o desafio da vida a dois, eles decidiram encarar outro: financair a festa para celebrar a união.

Depois de colocar na ponta do lápis a renda mensal, os gastos cotidianos e o custo da festa, os dois viram que precisavam de um rendimento extra. A solução encontrada? Aproveitar os domingos de descanso para vender água e paçoca em um semáforo próximo ao câmpus da Universidade de Brasília (UnB) em Ceilândia.

Lucas e Gabriella estão juntos há quatro anos e, desde antes do pedido de casamento surpresa, feito no aniversário da jovem, em 2017, eles já conversavam sobre o futuro juntos. Por isso, querem muito festejar a união com parentes e amigos.

"A iniciativa de vender algo surgiu do Lucas, quando estávamos à procura de alguma alternativa para ajudar com as despesas do casamento", conta a noiva. À princípio, começaram a vender açaí no Taguaparque, em Taguatinga Norte, mas no dia seguinte, o fornecedor do produto encerrou as atividades.

"Começamos, então, a pensar em alguma alternativa, até que ele lembrou de um vídeo que assistiu no Youtube e deu a ideia de fazermos o mesmo. Foi aí que passamos a vender água e paçoca no semáforo", completa a jovem. Desde então, o casal vai todo domingo para o mesmo lugar em busca da realização do sonho. 

Vergonha superada

Gabriella lembra que, no início, o casal sentiu muita vergonha. "A gente nunca tinha passado por essa experiência e, além disso, algumas pessoas não reagiam de forma muito positiva. Lidar com isso foi bastante desafiador. Mas nós focamos as palavras de incentivo que recebíamos, que não foram poucas, graças a Deus”, continua a noiva.

O objetivo do casal é continuar as vendas até conseguir o valor necessário para cobrir o orçamento do casamento. "A gente teve a oportunidade de conhecer pessoas legais que compartilham suas experiências conosco e também ajudam bastante. Dá um friozinho da barriga, mas estamos confiantes de que vamos alcançar o objetivo", afirmou Gabriela. 

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