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Correio Braziliense

Exposição no Metrô homenageia o ex-presidente Juscelino Kubitschek

A partir desta terça-feira (12/3), imagens, vídeos e sons estarão em exposição em quatro estações do metrô de Brasília.


postado em 12/03/2019 06:00 / atualizado em 11/03/2019 23:54

(foto: Fundação Brasil Meu Amor/Reprodução)
(foto: Fundação Brasil Meu Amor/Reprodução)

Numa tela, Juscelino Kubitschek observando o extenso matagal que mais tarde viria a ser Brasília, ao lado de Dom Pedro I, enquanto este proclama a Independência do Brasil. Em outra, o ex-presidente da República na praia da Coroa Vermelha, na Bahia, assistindo ao bispo Henrique de Coimbra celebrar a primeira missa em solo brasileiro. Em uma terceira, o fundador da capital federal aparece no famoso quadro do francês Eugène Delacroix, A Liberdade guiando o povo, que registra o fim da Restauração Francesa.

A partir desta terça-feira (12/3), essas e outras imagens, além de vídeos e sons, estarão em exposição em quatro estações do metrô de Brasília. Nesta manhã, a da Praça do Relógio, em Taguatinga, foi a primeira a ser decorada com os painéis da mostra O Silêncio que grita, que ainda passará pelas estações Shopping, Central e Ceilândia Centro até 4 de maio. Idealizada pela Fundação Brasil Meu Amor (FBMA), a exibição presta uma homenagem ao homem que “colocou um tijolo em direção à liberdade e a uma das mais relevantes construções da civilização humana”, como diz a artista e co-fundadora da FBMA, Glaucia Nasser.

“A ideia é ressaltar a incessante busca de JK por um país desenvolvido e próspero. Ao colocarmos ele contracenando com personagens históricos do Brasil e de outras partes do mundo, queremos destacar as similaridades dessas pessoas com Juscelino. Dom Pedro I, por exemplo, arriscou a própria vida pela independência da nação, com quase a mesma coragem que JK teve para erguer a capital do país do zero”, acrescenta a artista.

Glaucia explica que a exposição tem o objetivo de dar “uma injeção de brasilidade” ao público. O próprio nome da mostra é um convite para que os espectadores reacendam a chama do patriotismo. “Cada um de nós tem a vontade de ver uma sociedade mais justa, assim como JK. No entanto, às vezes, nós nos esquecemos desse desejo. Mas, apesar de nosso silêncio, ele permanece gritando dentro de cada um de nós. Esperamos que as pessoas se sintam envolvidas ao ver as imagens da exposição, para, assim, lutar por um Brasil mais igualitário”, comenta.

Ver galeria . 8 Fotos Fundação Brasil Meu Amor/Reprodução
(foto: Fundação Brasil Meu Amor/Reprodução )

 

Admiração


A exibição O Silêncio que grita surgiu após uma pesquisa do presidente da FBMA, Jean Obry, sobre a vida de JK. Ele levou mais de 10 anos buscando a fundo sobre aspectos da personalidade do ex-presidente. A ideia era conhecer não apenas o lado político de Juscelino, mas o que havia por trás do homem que mudou a cara do país. O estudo de Jean culminou em um livro sobre JK, que ganhou o mesmo nome da exposição.

“Juscelino conseguiu unir o Brasil em um dos momentos mais difíceis do país. A partir do momento que ele disse que construiria Brasília, pessoas de todas as regiões vieram para cá. Com isso, em menos de quatro anos, o Brasil tornou-se uma referência para a industrialização e desenvolveu-se econômica e socialmente de uma maneira sem precedentes. JK tirou o Brasil da subsistência”, defende Glaucia.

Além do tributo a Juscelino, O Silêncio que grita é uma maneira de reverenciar heróis do Brasil. Nas telas também estão retratados nomes como José Bonifácio, Santos Dumont, Oscar Niemeyer, Maria Bonita, Garrincha, dentre outros. Segundo Glaucia, é a oportunidade de contar a história de brasileiros e brasileiras que ofereceram seu talento para construir o que somos hoje com a grandeza apropriada.

“O brasileiro não pode se esquecer das suas raízes. Ao relembrar a contribuição dessas pessoas ao nosso país, acredito que o público pode se motivar a também fazer algo importante. Nada melhor do que a arte para isso, pois ela tem o poder de nos tirar da inércia e nos levar a um estado de espírito em que nos sentimos capazes de tudo”, afirma a co-fundadora da FBMA.

Esperança


Durante a exibição, a fundação quer que os cerca de 160 mil passageiros que usam o metrô diariamente mudem a forma como enxergam o Brasil. “Apesar das dificuldades e crises que enfrentamos nos tempos passados, um dia já fomos capazes de fazer muito em pouco tempo. Portanto, imagine o que podemos realizar hoje? Queremos que as pessoas enxerguem isso e tenham fé. Que elas deixem de lado qualquer ideologia e encontrem um denominador comum para fazer do nosso país um lugar incrível, assim como ele foi antigamente”, pontua Glaucia.

“Acredito que o que JK fez está muito conectado com nossa atualidade. Enquanto ele era vivo, nós fomos capazes de bastante coisa, e ainda o somos. Temos que nos reconectar com essa grandeza, que está adormecida, e acreditar que é possível salvar a nossa nação”, completa a artista.

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Exposição O Silêncio que grita
Data: de 9 de março a 4 de maio
Horário: das 6h às 23h
Local: Estações do Metrô de Brasília

Calendário das estações

9/3 a 23/3 — Praça do Relógio
23/3 a 6/4 — Shopping
6/4 a 20/4 — Central
20/4 a 4/5 — Ceilândia Centro
 
 

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