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Correio Braziliense

Homem tortura, estupra e mantém menina de 14 anos em cárcere privado

Vítima conheceu o suspeito pela internet, em setembro. Durante o encontro, foi mantida por quase 12 horas na casa do jovem, que acabou preso em flagrante


postado em 16/03/2019 14:33 / atualizado em 16/03/2019 14:51

(foto: Fernando Lopes/CB/D.A Press)
(foto: Fernando Lopes/CB/D.A Press)
Uma adolescente de 14 anos foi mantida em cárcere privado por cerca de 12 horas. Durante o período, foi espancada, abusada sexualmente e torturada ao ter o rosto queimado com cigarros. O suspeito é um homem de 22 anos, que teria filmado as barbáries. O caso aconteceu na quarta-feira (13/3), em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. A vítima procurou a Polícia Militar após conseguir sair da casa do acusado, já na madrugada de quinta-feira (14). Ele foi preso em flagrante na Delegacia de Luziânia. 
 
Segundo o cabo Márcio Augusto Sales, da Polícia Militar de Goiás (PMGO), a equipe dele estava na delegacia repassando outro crime. Ele foi parado pela menina, que pediu por ajuda. "A adolescente nos relatou que foi a um encontro com o homem e que, na casa dele, passou pelas violências. Ela disse que na consumação do crime (de estupro), o homem a agrediu com chutes e pontapés. Ela chegou a ser enforcada e queimada com guimbas de cigarro", detalha o militar. 
 
A vítima conta que conheceu o suspeito em setembro do ano passado, pelo Facebook. O homem a adicionou na rede social e puxou assunto pelo bate-papo. "Começamos a nos falar e ele chegou a me pedir em namoro, no entanto, neguei. Depois disso, fiquei evitando ele. Eu só aceitei encontrá-lo (no dia do crime), porque achei que ele havia mudado", relata. 
 
A adolescente saiu da escola e seguiu para a residência do homem, por volta do meio-dia de quarta-feira (13). "Cheguei lá e estava tudo bem. Ele deu uma saída rápida e, ao retornar, estava agressivo. Foi quando tudo começou. Ele me obrigou a manter relações sexuais. Em meio a tudo aquilo, ele disse que eu não sairia viva dali, porque o objetivo dele era me matar", relembra a menina.  
 
Conforme o depoimento da vítima, o acusado só a deixou ir embora porque havia filmado os estupros e agressões. O homem a ameaçou, dizendo que, se ela contasse para alguém o que tinha passado, divulgaria as imagens pelas redes sociais. Assustada, a adolescente decidiu pedir ajuda aos militares, dando as características do suspeito. 
 
Os policiais prenderam o jovem na casa dele. O celular dele foi encontrado, mas os vídeos dos crimes não foram encontrados. O aparelho deve passar por análise da perícia. Na unidade policial, o acusado negou ter agredido e estuprado a menina. Entretanto, afirmou que havia feito as queimaduras. O homem alegou que namorava com a vítima e que tinha "perdido a cabeça" ao saber de uma traição. A adolescente desmentiu a versão. 
 
O suspeito foi encaminhado à delegacia para registro do flagrante. Ele usava uma bolsa de colostomia, por ter sido vítima de tentativa de homicídio, de acordo com o cabo Augusto. "Dias atrás, um rival tentou matá-lo e acertou um tiro nele. Por isso está utilizando a bolsa", disse. O homem disse que foi atingido acidentalmente, indicando que uma segunda pessoa era o alvo do atirador.
 
O jovem acabou autuado pelos crimes de cárcere privado, estupro de vulnerável e lesão corporal no âmbito da Lei Maria da Penha — uma vez que ele conhecia a vítima. O acusado tem duas passagens por estupro e uma por receptação. 

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