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Correio Braziliense

Líder do PCC, Marcola será transferido para a Papuda, em Brasília

Ele será trazido a capital pela PF e ficará no presídio federal da Fazenda Papuda. Esquema de segurança no entorno do presídio é reforçado


postado em 22/03/2019 09:40 / atualizado em 22/03/2019 12:36

Marcos Camacho, o Marcola, considerado o líder da facção criminosa PCC(foto: Paulo Liebert/AE)
Marcos Camacho, o Marcola, considerado o líder da facção criminosa PCC (foto: Paulo Liebert/AE)
O Ministério da Justiça decidiu transferir Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, para o presídio federal da Fazenda Papuda, em Brasília, nesta sexta-feira (22/3). Ele é apontado pelas autoridades como líder do Primeiro Comando Capital (PCC). Marcola está se deslocando de Porto Velho em um jato da Polícia Federal. A previsão de chegada em Brasília é às 13h.

A transferência de traficantes que lideram a organização criminosa ocorre por conta do esquema de rodízio adotado pelo governo. A intenção é impedir que os chefes das facções deem ordens para que sejam realizados ataques por quem está do lado de fora das prisões.
 
Em nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que o deslocamento dos presos foi feito pela Força Aérea Brasileira. E que policiais federais e do Depen, além de batedores e helicóptero da Polícia Rodoviária Federal integram o esquema de segurança. Além disso, a Força Nacional de Segurança Pública reforçará a proteção do perímetro das áreas que contornam a Penitenciária Federal de Brasília.

No mesmo dia em que a transferência de Marcola para o DF é anunciada, a Polícia Civil e Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) fazem uma operação que prende integrantes de facções criminosas acusadas de atuar dentro do presídio, em Brasília.   

Primeira operação

A primeira operação coordenada pela Seopi, secretaria criada na atual gestão do Ministério da Justiça, ocorreu no dia 13 de fevereiro. A operação integrada entre o Governo Federal e o Governo do Estado de São Paulo, resultou na inclusão de 22 presos no Sistema Penitenciário Federal. Na ocasião, os líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), custodiados em São Paulo, foram transferidos com a escolta do Depen e da Polícia Militar de São Paulo para penitenciárias federais.
 

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